Vasco Botelho recusa polémicas com arbitragem após derrota com o Gil Vicente

Vasco Botelho da Costa considerou que a partida frente ao Gil Vicente ficou profundamente condicionada pela expulsão que deixou o Moreirense em inferioridade numérica.

© Moreirense FC

Em declarações na sala de imprensa do Parque de Jogos Comendador Joaquim de Almeida Freitas, após a derrota por 2-1, o treinador sublinhou que o encontro teve “dois momentos distintos” e elogiou a atitude da equipa, apesar do desaire.

“O jogo foi muito fechado e tático até à expulsão, sem grandes espaços. O Gil Vicente pressionava, mas conseguimos enquadrar essa estratégia, embora sem criar grande perigo. A partir da expulsão o jogo muda completamente, fomos obrigados a ajustar e, ainda assim, tivemos uma grande postura com bola”, analisou o técnico, que também acabou expulso. Com o avançar do tempo, reconheceu, a equipa perdeu capacidade para segurar o empate ou procurar a vitória, apesar de manter caminhos para chegar ao golo.

Botelho da Costa considerou que o Gil Vicente criou perigo sobretudo através de cruzamentos para o segundo poste, mas rejeitou a ideia de um domínio absoluto do adversário. “Mesmo na segunda parte não houve um massacre. Houve mais aproximações, duas ou três oportunidades claras, mas o resultado acaba por ser ingrato face ao nosso esforço”, afirmou, deixando ainda uma palavra para os adeptos: “Independentemente do resultado, estão orgulhosos do que fizemos”.

Questionado sobre o lance do penálti e as decisões da arbitragem, o treinador recusou comentar. “Cada um tem o seu papel: o treinador treina, o jogador joga, o dirigente dirige e o árbitro arbitra. Acredito que os árbitros vêm para dar o melhor. Não entra nas minhas preocupações”, disse. Sobre a própria expulsão, admitiu ter vivido o jogo de forma intensa, mas garantiu não ter faltado ao respeito. “Não fui mal-educado nem insultei ninguém. Sou um bocado chato às vezes e tenho de aceitar”.

Quanto ao momento da equipa, que soma duas derrotas consecutivas, Vasco Botelho da Costa defendeu que os maus resultados devem servir de estímulo. “Quando os resultados não são positivos, o desafio é usá-los como motivação. Os triunfos motivam, mas nestas fases é preciso inconformismo e resiliência”, sublinhou, acrescentando que as exibições não se deterioraram de forma significativa. “No detalhe, os resultados estão a cair mais para os adversários. Faz parte do crescimento”, concluiu.

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