PDM: Câmara de Guimarães reforça compromisso com habitação e mais espaço empresarial

Na reunião da Câmara Municipal de Guimarães desta segunda-feira, 3 de fevereiro, Miguel Oliveira, arquiteto, interveio no período dedicado ao público, sublinhando a urgência de criar mecanismos que permitam mais habitação, mais indústria e crescimento económico no concelho.

© Eliseu Sampaio / Mais Guimarães

“Todos os presentes amamos a nossa cidade, Guimarães já perdeu tempo que chegue”, afirmou, questionando se o município planeia implementar Planos de Pormenor e Unidades de Execução para acelerar o desenvolvimento urbano.

Miguel Oliveira sugeriu que os planos pudessem incidir em áreas estratégicas do concelho, nomeadamente: Pinheiro, Serzedelo, Silvares e o Centro Urbano. Segundo o arquiteto, estas zonas têm potencial para acolher novos projetos habitacionais e empresariais, contribuindo para o crescimento económico de Guimarães.

O presidente da Câmara, Ricardo Araújo, respondeu detalhando o estado atual da revisão do Plano Diretor Municipal (PDM) e reforçando o compromisso do município com o aumento da área para habitação e acolhimento empresarial. “O que está a ser feito é o possível neste momento. Não vale a pena pintarmos o quadro de outra forma”, afirmou.

Araújo explicou que, durante sete anos, executivos anteriores não conseguiram concluir a revisão do PDM, e que o atual mandato dispõe apenas de sete meses para finalizar o processo. “Não podemos voltar ao início do processo do PDM. O que estamos a fazer é revisitar todas as participações públicas recebidas na fase de discussão, reapreciando-as com base na nova orientação política, que é aumentar o terreno urbano disponível para habitação e acolhimento empresarial.”

O presidente acrescentou que os Planos de Pormenor e as Unidades de Execução serão instrumentos essenciais ao longo do tempo, permitindo a concretização de projetos habitacionais e empresariais de forma legal e estruturada. “O PDM define a visão global do território, mas são estes instrumentos que vão permitir a execução concreta das ideias, garantindo rapidez e segurança jurídica.”

Ricardo Araújo reforçou ainda a abertura da Câmara à participação de cidadãos, empresários e técnicos: “Muitos profissionais, investidores e promotores já vieram partilhar as suas ideias e preocupações. Estamos a criar condições para que todos possam contribuir com conhecimento e experiência. Aliás, o próprio Miguel Oliveira se disponibilizou para colaborar, e isso é exatamente o que queremos: uma cidade construída com a participação de todos.”

O presidente concluiu sublinhando a urgência do processo: “Este documento é crucial para a competitividade do território e não pode esperar mais. Já se perderam sete anos, e não podemos desperdiçar mais tempo. No final do primeiro semestre de 2026, queremos apresentar aos vimaranenses um PDM sólido, capaz de impulsionar habitação, indústria e crescimento económico.”

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