Crise na Celeste: SINTAB pede reuniões urgentes com administrações e autarquias de Guimarães e Vizela
O SINTAB - Sindicato dos Trabalhadores da Agricultura e das Indústrias de Alimentação, Bebidas e Tabacos de Portugal solicitou reuniões urgentes com os administradores de insolvência das empresas do Grupo Celeste e com as autarquias de Guimarães e Vizela, na sequência da situação social criada pela insolvência do grupo empresarial.

© Grupo Celeste
Em causa estão as empresas Conceitos Avulso, Celeste Actual e Nofícios, cujo processo de insolvência deixou subitamente mais de 300 trabalhadores sem emprego.
Segundo o sindicato, a maioria dos trabalhadores afetados reside e trabalhava nos concelhos de Guimarães e Vizela, onde se encontram localizadas as duas unidades industriais do grupo. A situação levanta sérias preocupações sociais, uma vez que várias famílias enfrentam agora vulnerabilidade económica devido à perda repentina de rendimentos.
Perante este cenário, o SINTAB considera essencial promover uma articulação entre os administradores de insolvência, as autarquias e a estrutura sindical para acompanhar o impacto social da decisão e procurar soluções que permitam proteger os trabalhadores e as suas famílias.
O sindicato pretende ainda discutir a possibilidade de ultrapassar entraves técnicos e burocráticos que têm surgido ao longo do processo e que poderão estar a dificultar a melhor solução económica para os trabalhadores.
Uma das posições defendidas pelo SINTAB prende-se com o princípio de que todos os trabalhadores devem ser ressarcidos das dívidas laborais através da massa insolvente existente no conjunto do grupo, independentemente da empresa a que estavam formalmente vinculados. Segundo a estrutura sindical, na prática todos desempenhavam funções para a mesma realidade empresarial e com o mesmo objetivo produtivo.
De acordo com os dados de que o sindicato dispõe, a faturação registada nos últimos meses de atividade da principal empresa do grupo poderá ser suficiente para assegurar, pelo menos, o pagamento integral dos salários em dívida. Por isso, o SINTAB defende que esses valores devem ser canalizados prioritariamente para a satisfação dos créditos laborais.
O sindicato aguarda agora a marcação das reuniões solicitadas, reiterando a disponibilidade para trabalhar com todas as entidades envolvidas na procura de soluções que salvaguardem os direitos e a dignidade dos trabalhadores afetados pela insolvência do grupo.





