Encontro Internacional de Capoeira em Guimarães reúniu atletas de 20 nacionalidades
Guimarães foi, durante este fim de semana, palco de um Encontro Internacional de Capoeira, que reuniu praticantes, mestres e alunos vindos de vários pontos do mundo, num evento marcado pela partilha cultural, formação e celebração dos 20 anos do Centro Cultural Capoeira Baiana, há 14 anos na cidade berço.

© Eliseu Sampaio / Mais Guimarães
Ao longo dos dias, o ambiente foi de intensa atividade, promovendo um convívio contínuo entre participantes de diferentes níveis e origens. Segundo os responsáveis, o encontro contou com cerca de 150 participantes, muitos dos quais vieram de países como Austrália, Polónia, Espanha, Itália e outros pontos da Europa e do mundo, reforçando o carácter internacional do evento.
Pedro Canha, ao Mais Guimarães, destacou o alcance global da capoeira e o papel de Guimarães como ponto de encontro desta cultura. “Vieram pessoas de todo o mundo”, referiu, sublinhando também o crescimento da escola local.
Já Gilmar Suarez (Careca), com uma ligação profunda à capoeira desde a infância na Bahia, salientou a importância histórica e pessoal da modalidade na sua vida. “A capoeira é a minha vida”, afirmou, destacando o seu percurso de mais de 30 anos na Europa e duas décadas em Guimarães. Para o mestre, a capoeira regional baiana, vertente praticada no encontro, é uma arte estruturada com método de ensino e com raízes na defesa pessoal.
O evento não se limitou à prática diária. Houve também momentos simbólicos importantes, como a realização de formaturas de professores e a consagração dos primeiros mestres da escola de Guimarães, um marco relevante na consolidação do projeto local. “Tivemos vivências com os mestres e momentos muito especiais de formação”, explicou.
Com cerca de 80 alunos ativos em Guimarães, entre crianças e adultos, a escola continua a crescer e a expandir-se para zonas próximas como Caldas das Taipas. O objetivo, segundo os responsáveis, é continuar a desenvolver a prática e a atrair mais participantes, mantendo a capoeira acessível a todas as idades.
Para além da vertente desportiva e cultural, o encontro destacou também o papel da capoeira como uma expressão artística completa, integrando elementos de luta, dança, música e até artesanato. “Cada pessoa que entra na capoeira descobre o que mais a identifica”, sublinhou o mestre, reforçando a dimensão inclusiva da prática.
O encontro internacional em Guimarães demonstra assim não só a vitalidade da capoeira na cidade, mas também a sua crescente projeção global.





