Bloco de Esquerda apela à adesão à Greve Geral contra o “pacote laboral”

O Bloco de Esquerda apelou à participação massiva na Greve Geral convocada pela CGTP para esta terça-feira, 3 de junho, considerando que o protesto constitui um momento decisivo para travar as alterações à legislação laboral propostas pelo Governo.

© Bloco de Esquerda

No comunicado de imprensa da Comissão Coordenadora Distrital do Bloco de Esquerda de Braga, o partido acusa o Executivo de promover uma ofensiva contra os direitos dos trabalhadores através do “pacote laboral”, num contexto em que os salários continuam a perder poder de compra e o custo de vida permanece elevado.

Segundo o Bloco, as medidas em discussão representam uma regressão nos direitos laborais, ao enfraquecerem a capacidade de organização dos trabalhadores, limitarem a ação sindical e o direito à greve, aumentarem a precariedade e reforçarem o poder das entidades patronais nas relações de trabalho.

A estrutura política considera ainda que a proposta surge na continuidade de um modelo económico assente em baixos salários e na desvalorização do trabalho, defendendo que o Governo procura impor uma agenda sem legitimidade social e que não foi apresentada aos eleitores durante a campanha eleitoral.

O partido sustenta que existe uma maioria social contrária ao pacote laboral e destaca as várias ações de protesto que têm ocorrido em todo o país. Nesse sentido, considera que a Greve Geral é um passo fundamental para transformar essa contestação numa força capaz de impedir a aprovação das alterações legislativas.

Além da paralisação, o Bloco de Esquerda apela à participação na manifestação promovida pela CGTP, marcada para as 10h00 junto ao Largo da Porta Nova, em Braga.

“É fundamental parar para defender direitos e lutar por melhores salários, por horários dignos, contra a precariedade e por um futuro digno”, refere o comunicado, concluindo que a Greve Geral representa “a resposta de quem não aceita andar para trás”.

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