Guimarães no centro do debate europeu sobre sustentabilidade e resiliência urbana

Entre os dias 17 e 19 de junho, Guimarães acolhe o European Urban Resilience Forum (EURESFO), iniciativa que vai reunir cerca de 400 participantes, entre representantes políticos, investigadores, técnicos e especialistas internacionais para debater temas ligados à resiliência urbana e à adaptação às alterações climáticas.

© CMG

O encontro junta representantes de cidades europeias, instituições da sociedade civil e organismos internacionais, incluindo entidades ligadas à União Europeia e à Agência Europeia para o Ambiente, consolidando Guimarães como um espaço central de reflexão sobre sustentabilidade.

Para Ricardo Araújo,presidente da Câmara Municipal, o fórum representa um momento de destaque no percurso da cidade enquanto Capital Verde Europeia.“Podemos dizer que este é um dos pontos altos da Capital Verde Europeia. Este Fórum Europeu de Resiliência Urbana é um dos principais fóruns de debate, discussão e reflexão sobre os temas do ambiente, da sustentabilidade e da resiliência urbana, tão pertinentes nos dias de hoje”, afirmou.

O autarca destacou ainda a dimensão e representatividade dos participantes presentes no encontro. “Temos cerca de 400 participantes, desde representantes políticos, presidentes de câmara, investigadores, técnicos, representantes de instituições da sociedade civil, de instituições da União Europeia, Agência Europeia para o Ambiente. Podemos mesmo dizer que, durante estes dias, Guimarães está no topo mundial do debate e da reflexão sobre estes temas tão importantes nos dias de hoje”, sublinhou.

As alterações climáticas e os fenómenos extremos que se têm tornado mais frequentes foram também apontados como algumas das principais preocupações para os municípios. “Hoje, os fenómenos da seca extrema, do calor extremo, dos incêndios ou, por outro lado, das tempestades e das inundações, são temas que devem preocupar qualquer comunidade, particularmente quem lidera essa comunidade”, referiu.

Nesse sentido, o presidente defendeu a necessidade de preparar os territórios para responder a desafios futuros, através de políticas de prevenção, planeamento e investimento.“Os municípios têm de se preparar e Guimarães quer estar preparado para tentar mitigar, antecipar e estar em condições de resolver, se alguma vez tivermos de enfrentar essas situações extremas”, afirmou.

Entre as medidas desenvolvidas pelo município, o autarca destacou projetos já implementados, como a construção de bacias de retenção, bem como a conclusão do Plano Diretor Municipal para as Águas, instrumento que permitirá reforçar o conhecimento do território e prevenir situações de cheias.

“Hoje é fundamental e prioritário para os municípios assegurarmos a qualidade de vida, a prevenção deste tipo de fenómenos extremos e sobretudo, quando eles acontecem, estarmos preparados”, concluiu.

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