Conjunto arqueológico com mais de três mil anos descoberto em Guimarães
A construção da nova Residência Universitária do AvePark, em Guimarães, levou à descoberta de um importante conjunto arqueológico composto por 19 rochas gravadas com motivos pré-históricos, datados entre o III e o I milénio a.C. A identificação dos vestígios não irá provocar atrasos na empreitada.

© CMG
A descoberta vem reforçar um conjunto de seis rochas gravadas anteriormente identificadas pela arqueóloga Daniela Cardoso, no âmbito de trabalhos académicos e de projetos desenvolvidos pela Sociedade Martins Sarmento.
Segundo a equipa de investigação, as rochas apresentam gravuras compostas por covinhas, linhas serpentiformes e representações de animais e figuras humanas. A análise destes elementos permitiu concluir que terão sido executadas durante a Pré-História Recente, contribuindo para aprofundar o conhecimento sobre a ocupação humana do território vimaranense há mais de três mil anos.
Além das gravuras rupestres, as escavações arqueológicas realizadas no local têm revelado vestígios de antigas construções pré-históricas. A funcionalidade destas estruturas continua, contudo, a ser alvo de estudo por parte da equipa de arqueólogos responsável pelos trabalhos.
A investigação deverá prosseguir nos próximos meses, com o objetivo de aprofundar o conhecimento sobre as comunidades que habitaram esta região e reforçar a compreensão da evolução histórica do território.
Para além do seu relevante valor científico, os investigadores consideram que esta descoberta representa também um importante contributo para a valorização do património histórico e cultural de Guimarães, podendo assumir um papel significativo na promoção do ensino da história local, da cidadania e do turismo cultural.





