Guimarães apresenta Plano Diretor de Águas Pluviais e prevê investimento de 5,5 milhões

A Câmara Municipal de Guimarães apresentou, na reunião do Executivo desta segunda-feira, o Plano Diretor Municipal de Águas Pluviais, um documento estratégico que servirá de base ao planeamento da rede de drenagem do concelho e à definição dos investimentos necessários para reduzir o risco de cheias, responder às alterações climáticas e acompanhar o crescimento urbano.

© CMG

O estudo identifica as zonas mais vulneráveis a inundações, analisa a capacidade da atual rede de drenagem e estabelece um conjunto de intervenções prioritárias, entre as quais a requalificação de linhas de água, o reforço da rede de águas pluviais e a criação de infraestruturas de retenção e infiltração.

No final da reunião, o presidente da Câmara, Ricardo Araújo, considerou que este foi “o assunto mais importante” da ordem de trabalhos, sublinhando que o plano representa um compromisso eleitoral concretizado.

“Este documento e este trabalho são absolutamente fundamentais e decisivos para Guimarães e para o seu futuro. Foi um compromisso que assumi durante o período eleitoral, que reafirmei no início do mandato e que hoje apresentamos cumprido”, afirmou aos jornalistas.

Segundo o autarca, o plano permitirá preparar o concelho para fenómenos meteorológicos cada vez mais frequentes, reforçando a capacidade de resposta da rede de águas pluviais e reduzindo os impactos das cheias e inundações.

Ricardo Araújo recordou que Guimarães já realizou investimentos importantes nesta área, nomeadamente com a construção de bacias de retenção, mas defendeu que o trabalho tem de continuar.

“As alterações climáticas obrigam-nos a preparar melhor o território. Temos de continuar a investir para mitigar os impactos destes fenómenos e criar condições para responder aos desafios futuros”, sustentou.

Crescimento urbano exige novas infraestruturas

O presidente da Câmara relacionou ainda este plano com o crescimento urbanístico que o concelho tem vindo a registar. Recordou que Guimarães foi recentemente identificado como o segundo município do país com maior número de licenças de habitação emitidas, considerando que este é o reflexo da capacidade de resposta dos serviços municipais.

“Hoje temos mais do dobro das licenças de habitação do que tínhamos há um ano. Este crescimento é positivo, mas também traz novos desafios para as infraestruturas públicas, nomeadamente para a rede de águas pluviais”, afirmou.

Nesse sentido, defendeu que o reforço da rede de drenagem deve acompanhar os novos empreendimentos previstos para o concelho, destacando projetos de grande dimensão como os de Cães de Pedra e do Monte Cavalinho.

“Estamos a falar de centenas de novos fogos que vão aumentar significativamente a pressão sobre a cidade. Temos de preparar o território não apenas ao nível da mobilidade e do tráfego, mas também das infraestruturas de águas pluviais”, explicou.

O autarca revelou ainda que algumas intervenções já estão em curso, nomeadamente na zona baixa da cidade, onde estão a ser executadas obras de reforço da infraestrutura pública precisamente para responder ao impacto dos novos empreendimentos habitacionais.

Investimento será faseado

O Plano Diretor Municipal de Águas Pluviais identifica intervenções na componente hidráulica estimadas em cerca de 5,5 milhões de euros, valor que diz respeito exclusivamente às obras relacionadas com a rede de águas pluviais e que não inclui outras intervenções complementares de engenharia civil.

Perante a dimensão do investimento, Ricardo Araújo adiantou que o Município irá agora analisar tecnicamente o documento para definir as prioridades e a calendarização das obras.

“Estamos perante um investimento muito significativo, que terá de ser devidamente planeado, faseado e executado ao longo dos próximos anos. Pedi aos serviços municipais que analisem este estudo para consensualizarmos as medidas e estabelecermos as prioridades de intervenção”, concluiu.

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