Rendas em Guimarães sobem 20,7% num ano, a maior subida entre os grandes municípios, mas continuam abaixo da média nacional

Valor mediano dos novos contratos chegou aos 7,87 euros por metro quadrado no segundo trimestre. É o aumento mais forte entre os 24 concelhos com mais de 100 mil habitantes, mas Guimarães continua mais barata do que a média nacional.

@ CMG

Arrendar casa em Guimarães ficou bastante mais caro no último ano. No segundo trimestre de 2026, a renda mediana dos novos contratos fixou-se em 7,87 euros por metro quadrado, mais 20,7% do que um ano antes. O Instituto Nacional de Estatística (INE) destaca Guimarães como o município com a maior variação homóloga entre os 24 com mais de 100 mil habitantes. Para ter uma ideia do que isto significa: uma casa de 75 metros quadrados (um T2 típico) custaria, ao valor mediano, cerca de 590 euros por mês. No segundo trimestre de 2025, o mesmo apartamento ficava pelos 490 euros, aproximadamente.

O aumento não foi gradual. Nos primeiros três meses de 2026, a renda mediana em Guimarães era de 6,50 euros por metro quadrado (mais 9,8% do que um ano antes). No trimestre seguinte, saltou para 7,87 euros, ou seja, cerca de 21% de um trimestre para o outro. A nível nacional, a subida entre os dois trimestres foi bem menor: 7,5%. Olhando para um período mais longo, a renda mediana em Guimarães passou de 3,77 euros por metro quadrado em 2020 para 6,45 euros em 2025, um aumento de 71%. Em 2025, a subida face a 2024 tinha sido de 15,4%.

Apesar da subida, Guimarães continua abaixo da média nacional. No país, a renda mediana dos novos contratos foi de 10,17 euros por metro quadrado, mais 10,2% do que um ano antes. Isto significa que Guimarães está cerca de 23% abaixo do valor nacional. Em Lisboa, a renda mediana atingiu 17,79 euros por metro quadrado, a mais alta entre os grandes municípios, enquanto a Área Metropolitana do Porto registou 10,83 euros. Na região do Ave, o concelho vimaranense tem a segunda renda mais alta entre os vizinhos analisados, em 2025: 6,45 euros por metro quadrado, a seguir a Vila Nova de Famalicão (6,56). Seguem-se Vieira do Minho (5,47), Vizela (5,46), Fafe (4,70), Póvoa de Lanhoso (4,63), Mondim de Basto (4,05) e Cabeceiras de Basto (3,88). A mediana da região é de 5,98 euros, pelo que Guimarães fica cerca de 8% acima.

O que significa “renda mediana”?

A mediana é o valor que fica no meio: metade dos contratos tem renda mais baixa e metade tem renda mais alta. Por isso, não é o preço de todas as casas. Há apartamentos mais baratos e outros bem mais caros, consoante o estado, a zona, o andar ou se está mobilado. Os dados do INE também só contam os novos contratos, comunicados às Finanças. Mostram quanto se paga por uma casa que acabou de ser arrendada, não o que pagam os inquilinos com contratos antigos, cujas rendas só podem subir de acordo com o coeficiente de atualização fixado todos os anos. Também não são preços de anúncio, mas rendas efetivamente assinadas.

Em 2025, foram celebrados 2.092 novos contratos de arrendamento em Guimarães.

Os valores mensais por tipologia e a média das rendas na região do Ave são cálculos da plataforma RendaOK, a partir de dados do INE.

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