Têxtil: exportações continuam no vermelho
Espanha é o pior destino e França o melhor.

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De acordo com os dados hoje publicados pelo INE e segundo os cálculos da Associação Têxtil e Vestuário de Portugal (ATP), as exportações de têxteis e vestuário, no mês de fevereiro de 2021, registaram uma quebra de 5% face a fevereiro de 2020, tendo o valor exportado sido de 414 milhões de euros (menos 21 milhões de euros relativamente ao mês homólogo).

Fevereiro de 2020 foi o mês em que as exportações do setor começaram a diminuir (-1,3%), já com alguns efeitos da disrupção da cadeia de abastecimento, situação que viria a intensificar-se nos meses seguintes em resultado das medidas de confinamento impostas um pouco por todo o mundo para travar a propagação do COVID19.
Nos primeiros 2 meses do ano, o valor das exportações ascendeu a 823 milhões de euros, -7,7% face ao mesmo período de 2020.
As exportações de matérias-primas têxteis, neste período, caíram 4,6%, enquanto as de vestuário diminuíram quase 12%. Já as de têxteis lar e outros artigos têxteis confecionados, entre os quais, os produtos de proteção no âmbito da covid-19, como por exemplo, as máscaras têxteis, aumentaram quase 5%, nestes primeiros dois meses do ano.
Espanha é o pior destino e França o melhor, para as nossas exportações têxteis
Em termos de destinos, destaque para as exportações para França, com um acréscimo de 10 milhões de euros, correspondente a um aumento de 8%. As exportações para Espanha caíram 58 milhões de euros, ou seja, menos 23%. Espanha representa agora 24% das exportações do setor, seguindo-se a França com 16%.
As importações do setor, até fevereiro, caíram 30%, com as matérias-primas a diminuírem cerca de 18%, o vestuário menos 45% e os têxteis-lar e outros artigos confecionados, entre os quais as máscaras têxteis, a aumentarem 26%. O saldo da balança comercial nestes primeiros dois meses do ano foi de 307 milhões de euros, com uma taxa de cobertura de 159%.





