“A autarquia não deu prioridade à mobilidade”, diz Bruno Fernandes

Na sua intervenção da reunião de câmara desta segunda-feira, dia 14, Bruno Fernandes, vereador da coligação Juntos por Guimarães (JpG) e candidato nas próximas autárquicas, foi muito crítico no balanço da atividade da Câmara Municipal no que respeita à mobilidade.

© Eliseu Sampaio / Mais Guimarães

Bruno Fernandes considerou que, no concelho, passados quatro anos, no que é “estruturante ao nível do trânsito e da mobilidade, o que vemos é muito pouco e o que foi criado veio ainda complicar mais o cenário”.

Para o vereador, a autarquia “não deu prioridade à mobilidade, à requalificação das vias, não numa perspetiva de manutenção e embelezamento, mas numa perspetiva de facilitar a circulação dos automoveis e pessoas, e também o transporte publico”. 




Bruno Fernandes, deu como exemplos os acessos a Ronfe, Brito ou Pevidém, apontando as dificuldades na rotunda de Silvares, um problema que “supostamente, com o investimento que foi ali feito e com 15 anos de espera”, não deveria ainda acontecer”. Criticou o facto da requalificação da nacional 206, prevista pelo município e integrada num empréstimo, não ter sido ainda realizada.

Bruno Fernandes apontou também a ligação a Caldas das Taipas como outro problema, sobretudo em Fermentões e em Ponte. “Para me deslocar de Moreira de Cónegos às Taipas demorei quase uma hora”, disse o vereador.

Segundo o candidato da coligação JpG, os principais polos de desenvolvimento à volta da cidade “estão há muitos anos com problemas de mobilidade”.

Já quanto à cidade, Bruno Fernandes disse ser preciso “olhar para o trânsito com outros olhos e ver o que pode ser feito para corrigir o que está a acontecer. Hoje circular na cidade é muito mais difícil do que era há quatro anos”, acrescentou.

Sobre os transportes públicos, o candidato da coligação disse ter passado “mais um mandato e a rede de transportes públicos não está a funcionar”, e alertou que “não basta ter mais autocarros na rua se não tivermos vias dedicadas para eles poderem circular”.

Para terminar, o vereador criticou também o facto de ciclovias existentes serem exclusivamente de lazer, mas deveriam ter uma vertente de mobilidade para reduzir o uso do carro.

“Nestes quatro anos, muita coisa ficou por fazer, é verdade, mas muita coisa foi feita”

Adelina Paula Pinto, vice-presidente da Câmara Municipal

“Já que vão fazer esse deve e haver, façam justiça entre aquilo que também nunca foi dito e não está em lado nenhum e que também é feito”, disse Adelina Paula Pinto, em resposta a Bruno Fernandes.

Para a vice-presidente do município, “há compromissos assumidos que não estavam nos nossos documentos políticos, e há compromissos assumidos que eram coisas muito leves e que se tornam muito mais pesados, mesmo em termos financeiros”, e que foram concretizados no mandato.

Adelina Pinto afirmou que nestes quatro anos, “muita coisa ficou por fazer, é verdade, mas muita coisa foi feita”, dando como exemplos o concurso de transportes públicos que “está terminado, tem visto do Tribunal de Contas, e fomos dos primeiros concelhos a terminar, e quer ser disruptivo, inovador, quer fazer coisas diferentes”.




A vereadora defendeu não se tratarem exclusivamente de “anúncios” do executivo: “temos um acesso à autoestrada em que se passa livremente, e é uma diferença abismal. Nem tudo está por resolver”, disse. Sobre o eixo de Silvares, Adelina Pinto lembrou que há agora a rotunda de Mouril, do Reboto e do Pinheiro Manso”, e as suas ligações que melhoraram a circulação naquele local.

Sobre a requalificação da nacional 206, defendeu que não é possível fazerem-se muitas obras em simultâneo, algo que até tem sido criticado pela oposição, “é uma obra que não é possível fazer-se em simultâneo, assim como a ligação ao Avepark, que tem outras questões que estão complicadas”, acrescentou a vereadora. Adelina Pinto defendeu ainda que a questão da mobilidade “não é uma questão de Guimarães. O excesso de trânsito na rua é uma questão das cidades de hoje. Se forem a Braga, Porto ou Famalicão têm o mesmo problema”.

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