A OFICINA CONSTRÓI 2.ª PARTE DO ‘TEATRO DA MEMÓRIA’ COM FOCOS DIRIGIDOS AOS 25 ANOS DO TEATRO OFICINA

A estreia absoluta de duas novas criações do Teatro Oficina, duas conversas a marcar os 25 anos da companhia e os 30 anos d’A Oficina, uma visita performativa e sessões abertas das OTO’s celebram este momento particular com o Centro Internacional das Artes José de Guimarães (CIAJG) a servir de palco e ponto de reunião entre artistas e cidadãos.

Após a conversa e o debate público realizados em janeiro no Café Milenário, este programa de celebração volta a convocar o público para uma dose dupla de conversa com entrada e participação livres, desta vez no Centro Internacional das Artes José de Guimarães (CIAJG). No dia 26 de março, às 21h00, a conversa centra-se no trajeto de 30 anos que a cooperativa A Oficina soma, contando com a participação dos seus antigos dirigentes José Bastos e Frederico Queiroz. No dia seguinte, 27 de março, às 18h30, uma nova conversa surge voltando-se para os 25 anos de vida da companhia Teatro Oficina com alguns dos mais antigos colaboradores d’A Oficina atualmente em funções, entre estes Carlos Rego, Jacinto Cunha e Sofia Leite, a vestirem o fato de atores principais de mais um momento que se conta participado por todos os cidadãos, nomeadamente aqueles que mais de perto acompanharam a evolução da companhia, de mãos dadas com a paixão pelo teatro.

A partir de 27 de março (Dia Mundial do Teatro) e até dia 30, sempre às 21h30, a companhia vimaranense estreia em simultâneo no CIAJG duas novas criações fruto da 2.ª Bolsa do Gangue de Guimarães sob o mote Arquivos Teatro Oficina.

Arquivo Público, uma instalação-performance construída a partir das memórias de um grupo de espetadores de diferentes gerações que têm acompanhado os 25 anos do Teatro Oficina, apresenta-se na Cafetaria do CIAJG. Aqui os arquivos da companhia de teatro de Guimarães são vistos da perspetiva do público. A partir deste reservatório de experiências, dois atores emprestam o corpo e a voz a estas memórias. Manuela Ferreira é a responsável pela encenação, texto e conceção plástica desta criação interpretada por Carlos A. Correia e Luísa Oliveira.

A estreia de Linha de Montagem faz-se na Black Box do mesmo espaço. Esta criação de Pedro Bastos, Sara Costa e Tânia Dinis parte do olhar dos três artistas sobre o arquivo do Teatro Oficina, numa análise sobre o que poderá ser um arquivo, a documentação, de uma política cultural de uma companhia de teatro, com relação socioeconómica de uma região. Com texto de Pedro Bastos, a interpretação da Linha de Montagem está a cargo de Sara Costa e Tânia Dinis.

Este programa especial com foco no Teatro Oficina é também marcado, nos dias 31 de março e 1 de abril, pelo recém-estreado Ponto de Fuga, uma visita performativa ao CIAJG da autoria de Nuno Preto. Nesta viagem, na companhia de Ângela Quintela Diaz e Gil Mac, os visitantes são autorizados a deixar escapar o olhar para onde, normalmente, não olham e a deixar passar o corpo para onde ele, normalmente, não mexe. Ponto de Fuga é dirigido a maiores de 6 anos e o público geral e famílias podem participar nesta viagem no dia 31 de março (domingo), às 17h00. Grupos escolares e outras instituições podem igualmente fazê-lo no dia 1 de abril, às 10h30 e às 15h00.

Recorda-se que o programa do Teatro da Memória apresenta-se em três partes, ao longo dos primeiros quatro meses deste ano, tendo-se iniciando simbolicamente na altura do aniversário da abertura da Capital Europeia da Cultura (21 de janeiro de 2012) e prosseguindo, agora, por ocasião do Dia Mundial do Teatro com a comemoração dos 25 anos do Teatro Oficina rumo a um momento final em que o arquiteto Filipe Silva inaugura a sua reinterpretação da proposta de Giulio Camillo na Casa da Memória. Através destes três capítulos – que incluem novas exposições, espetáculos (vários em estreia), debates, oficinas, visitas, conversas, entre outras atividades – A Oficina propõe-se a contar a sua história, mas também debater publicamente o que é pretendido desta cooperativa que é de todos os cidadãos de Guimarães, nunca fechando as portas aos territórios vizinhos, nem aos parceiros nacionais e internacionais. Em 2019, a cooperativa A Oficina assinala assim 30 anos ao mesmo tempo que avança para um novo plano de ação e um novo ciclo artístico, oferecendo um quadrimestre inteiro num registo inédito de coesão.

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