AAUMinho junta-se à manifestação do Dia Nacional do Estudante

No dia 24 de março, comemoram-se os 60 anos desde o momento da proibição da comemoração do dia do estudante de 1962, que originou a crise académica onde milhares de estudantes se opuseram ao regime salazarista. “Hoje, mais do que nunca, os estudantes têm de se fazer ouvir”, escreve a Associação Académica da Universidade do Minho (AAUMinho) que se junta à manifestação do Dia Nacional do Estudante no Terreiro do Paço.

© Joana Meneses / Mais Guimarães

Começava, há 60 anos, a primeira grande crise académica no tempo do regime ditatorial do Estado Novo. Esta rebelião foi, em certa medida, o ponto de partida de um conjunto de episódios políticos que demostraram abertamente o descontentamento e luta do movimento estudantil face ao regime, aos quais se juntariam milhares de jovens universitários naquelas que seriam várias as ações reivindicativas na década de 60 e que contribuíram para a instabilidade e consequente queda do regime a 25 de abril de 1974.

O movimento associativo, que junta as Associações Académicas de Coimbra, da Universidade dos Açores, do Algarve, de Aveiro, da Beira Interior, de Évora, da Madeira, do Minho, e de Trás-os-Montes e Alto Douro, comemora os 60 anos da crise académica de 62 “lembrando todos aqueles que, embebidos de coragem, assumiram-se contra o regime e a favor da liberdade, sofrendo as consequências de um estado opressor e totalitário”.

A maior homenagem que pode ser prestada a todos aqueles que se sacrificaram nas lutas da década de 60, dizem, “passa por continuar a reivindicar a liberdade. No caso, a prossecução de um caminho que vise garantir uma verdadeira liberdade do acesso à educação, de escolha e de equidade, onde o elevador social seja uma realidade e não uma miragem”.

Assim, no próximo dia 24 de março, pelas 15h00, está marcada uma manifestação com ponto de encontro no Terreiro do Paço e com destino final a Assembleia da República.

“Nesta altura, urge a necessidade dos estudantes se fazerem ouvir. É nesta data que é necessário reivindicar perante os órgãos governamentais as reais necessidades dos estudante e do Ensino Superior em Portugal”, frisa a AAUMinho que reivindica, entre outras, o “acesso universal e progressivamente gratuito” ao Ensino Superior, uma revisão “urgente” do Regime Jurídico das Instituições de Ensino Superior, o “aumento do financiamento das Instituições de Ensino Superior”, e o “desenvolvimento de um plano nacional de saúde mental no ensino superior e reforço dos quadros qualificados no âmbito do acompanhamento psicológico”

Também a “descentralização” do Ensino Superior é uma das preocupações das Associações Académicas, promovendo o “desenvolvimento de regiões geograficamente dispersas, combate à desertificação e uma maior coesão territorial, através de um reforço orçamental próprio, reforço de vagas e criação de mecanismos dirigidos à fixação de jovens na região”,

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