AHRESP saúda pacote de medidas para reforçar sustentabilidade do setor da restauração

A AHRESP – Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal, manifestou esta quarta-feira, 22 de janeiro, o seu apoio às medidas anunciadas pelo Ministro da Economia, Manuel Castro Almeida, dirigidas ao setor da restauração, sublinhando que estas resultam de um trabalho “persistente e estruturado” desenvolvido junto do Governo.

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Em comunicado enviado às redações, a Associação refere que as medidas agora apresentadas refletem a atuação contínua da AHRESP, em particular no diálogo mantido com o Secretário de Estado do Turismo, Comércio e Serviços, Pedro Machado, com o objetivo de aliviar a forte pressão sentida pelos empresários do setor.

Segundo a AHRESP, os instrumentos anunciados assentam em três eixos principais, com a intervenção do Turismo de Portugal: o alargamento dos prazos de pagamento para empresas com dívidas em curso; o refinanciamento de empresas com exposição à banca, através da substituição do sistema bancário pelo Turismo de Portugal, permitindo prazos de reembolso mais longos; e a criação de um mecanismo de financiamento com uma componente a fundo perdido.

A Associação considera que estas medidas vão ao encontro das propostas que tem vindo a defender, estando orientadas para o reforço da sustentabilidade das empresas, o alívio das pressões de tesouraria, a criação de condições para o investimento e a salvaguarda do emprego, que classifica como pilares essenciais para a estabilidade e competitividade do setor.

No entanto, a AHRESP alerta para a importância de os critérios de elegibilidade serem ajustados à realidade da restauração e capazes de chegar às empresas que mais necessitam de apoio. A Associação garante que continuará a acompanhar de perto o processo de regulamentação das medidas, anunciado para fevereiro.

No comunicado, a AHRESP recorda ainda que o setor da restauração é composto maioritariamente por micro e pequenas empresas, muitas das quais continuam a lidar com créditos contraídos durante a pandemia e com elevados níveis de incerteza. O aumento sucessivo dos custos com matérias-primas, energia, rendas, salários e outros encargos tem sido, em grande parte, absorvido pelas próprias empresas, comprimindo margens e limitando a capacidade de investimento.

A Associação reafirma, por fim, que manterá o seu papel de interlocutor “responsável, exigente e construtivo” entre os empresários e o Governo, na defesa da restauração, que considera um setor central para a economia e para a identidade social, cultural e turística de Portugal.

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