ANACOM: “DECIDIMOS TORNAR MAIS RIGOROSOS OS CRITÉRIOS DE QUALIDADE DO SERVIÇO”

João Cadete de Matos, presidente da ANACOM, autoridade reguladora em Portugal das comunicações postais e das comunicações eletrónicas, falou sobre os encerramentos dos postos de CTT, à margem de sessão de esclarecimento sobre o programa WiFi4EU, que decorreu no auditório da Fraterna, em Guimarães.

“Recentemente decidimos tornar mais rigorosos os critérios de qualidade de serviço”, explicou João Cadete de Matos. A entidade reguladora concluiu que, nos últimos anos, registaram-se atrasos nos serviços de entrega e uma degradação dos tempos de espera. Fruto destas duas causas, o número de reclamações disparou. A Autoridade Nacional de Comunicações registou 12416 reclamações sobre o serviço postal prestado pela empresa CTT em 2017.

“Tivemos a preocupação de garantir de garantir que que não havia desvios em relação aos critérios”, afirmou o presidente.

João Cadete de Matos apresentou ainda algumas medidas que podem ajudar a solucionar o problema. “Quando o posto dos correios está a mais de 10 km da população, o carteiro deve fazer os serviços gratuitamente. Isso é obrigatório por lei”.

“Houve uma redução da procura devido ao cenário de desertificação do país”. Por esta razão, João Cadete de Matos sugere que os postos de correio deveriam passar a ser móveis, com carrinhas a percorrer as estradas e a ir ao encontro da população”. Em Portugal este modelo já existe em algumas zonas do país, mas é sobretudo utilizado no estrangeiro.

O presidente da ANACOM concorda ainda que os postos de CTT sejam instalados na sede das Juntas de Freguesia, no entanto “os custos têm que ser suportados pelos CTT. Não pode ser gasto dinheiro público”, concluiu.

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