ARTISTAS TRAZEM DESENHO E ANIMISMO AO CIAJG

Centro Internacional das Artes José de Guimarães (CIAJG) inaugura o último ciclo expositivo de 2017, na sexta-feira, dia 27, às 21h30.

CIAJG_Mumtazz face

Centro Internacional das Artes José de Guimarães (CIAJG) inaugura o último ciclo expositivo de 2017, na sexta-feira, dia 27, às 21h30, apresentando ao público percursos essenciais na cena artística nacional, através de duas surpreendentes exposições, que se prolonga até fevereiro do próximo ano.A primeira constitui uma mostra antológica, “Hilaritas”, dedicada ao trabalho de Mumtazz, uma das mais singulares artistas do panorama nacional, que tem vindo a construir um percurso radicalmente heteróclito, profusamente poético e misteriosamente xamânico que exerce uma intensa influência sobre um largo espectro de artistas. Estreitamente ligado à prática da contracultura, implicado ecologicamente, o trabalho artístico de Mumtazz articula influências e elementos de diferentes culturas, diferentes tempos históricos e as mais diversas linguagens – a poesia, o som, o bordado, a fotografia, a instalação, o efémero, o geométrico e o orgânico.

“Extática Esfinge, desenho e animismo parte II” é o título da outra exposição que habitará o CIAJG até fevereiro. Depois de “Oracular Spectacular”, em 2015, o Centro dedica o segundo tomo desta investigação ao desenho enquanto prática visionária, oracular, animista. A exposição reúne obras de Adriana Molder, Andrea Brandão, Carla Filipe, Catarina de Oliveira, Laetitia Morais, Sara Costa Carvalho, Marta Wengorovious, Dayana Lucas e Sara Bichão, um conjunto de universos autorais em torno do entendimento expandido do desenho, por vezes nem sequer materialmente reconhecível enquanto tal. “Um ponto comum neste ciclo é o trabalho só de mulheres. No ‘Oracular Spectacular’ foram só homens, mas depois pensei em fazer uma segunda parte só com artistas femininas”, explica Nuno Vaz, diretor artístico do CIAJG.

A segunda parte da exposição liga o “desenho ao animismo”, depois de uma primeira parte “marcante para uma geração de artistas”, segundo Nuno Vaz. “Um dos objetivos do CIAJG é dar a conhecer percursos artísticos muito consistentes mas pouco conhecidos. Estamos na vanguarda desse conhecimento”, sublinha.

Também o piso da coleção permanente se apresenta com uma nova montagem, integrando obras seminais da autoria de José de Guimarães, bem como a inserção de obras da coleção de arte africana em espólio no CIAJG e que não foram antes vistas. No Gabinete de Desenho, encontra-se também patente uma extensão da primeira edição da BIG – Bienal de Ilustração de Guimarães, com a exposição dedicada ao Prémio Carreira, atribuído este ano ao conceituado ilustrador Luís Filipe de Abreu, com curadoria de Jorge Silva.

O diretor artístico do CIAJG avançou ainda ao Mais Guimarães que o próximo ano do Centro vai ser muito “rico”, com a presença de artistas como Rui Chaves ou João Cutileiro. “Convido o público a ter o mesmo entusiamo por obras menos conhecidas como para as mais conhecidas. O nosso repto é trabalhar de forma diferente e surpreendente com os artistas que não são mais visíveis no trabalho.

Entre artistas mais jovens e mais afirmados, o Centro tem sempre esse lugar para a admiração e o espanto”, relata. O Centro Internacional das Artes José de Guimarães pode ser visitado de terça a domingo, das 10h00 às 13h00 e das 14h00 às 19h00. Aos domingos de manhã, a entrada é gratuita.

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