Lameiras compreende boicote: “Nem todos podem pagar”
O treinador do Vitória, Gil Lameiras, fez esta sexta-feira a antevisão ao encontro frente ao Gil Vicente, referente à 30ª jornada da Liga, agendado para sábado, às 20h30, em Barcelos, destacando a necessidade de maior consistência defensiva da sua equipa.

© Vitória SC
O técnico assumiu que um dos principais desafios passa por melhorar o controlo do jogo, sobretudo sem bola, em comparação com o empate diante do AVS SAD. Sobre o adversário, Lameiras antecipa dificuldades, lembrando que, nesta fase da época, todos os pontos são decisivos. “Todas as equipas precisam de pontuar, são jogos sempre competitivos. Para ganharmos, temos de estar na nossa melhor versão. Caso contrário, será difícil vencer”, avisou.
O treinador destacou também as qualidades do Gil Vicente, apontando uma equipa “organizada, com uma ideia de jogo bem definida”, tanto a nível defensivo como ofensivo. “Têm individualidades interessantes que resolvem jogos e são muito fortes nas bolas paradas. Estamos preparados para contrariar esses pontos fortes”, garantiu.
Questionado sobre se o empate na última jornada representou um retrocesso, Lameiras rejeitou essa leitura. “Tínhamos a obrigação de ganhar, mas não considero que tenha sido um retrocesso. A equipa tem vindo a crescer. As fragilidades defensivas foram mais visíveis, mas ofensivamente criámos várias oportunidades. Foi um resultado que não queríamos”, disse, destacando ainda o apoio dos adeptos. “Sentimos muito o apoio durante o jogo e, no final, a cobrança, o que é perfeitamente normal”.
O técnico comentou ainda o anunciado boicote de parte dos adeptos vitorianos ao jogo em Barcelos, devido ao preço dos bilhetes, mostrando compreensão. “Já sabemos que não teremos o mesmo apoio. Acho que devia haver maior sensibilidade, porque a vida está cara para todos. É pena, porque seria um jogo importante para a Liga, com duas boas equipas e um estádio potencialmente cheio”, referiu.
Sobre a motivação da equipa, Lameiras garantiu que não depende da posição do adversário na tabela. “A motivação tem de ser diária, por representar este clube. Não depende se o adversário está em primeiro ou em último. Temos de dar sempre o nosso melhor”. Por fim, abordou a recente demissão do presidente do clube, assegurando que a situação não afetou o grupo. “Falou connosco, transmitiu confiança. A nossa missão é treinar e preparar a equipa. Nada mudou”, afirmou, reforçando que a estabilidade se mantém. Questionado sobre o impacto de uma nova administração no seu futuro, apesar de contrato até 2027, foi claro: “Penso no dia-a-dia e jogo-a-jogo. Não estou preocupado com o futuro”.





