“AS EMPRESAS NÃO TÊM CONDIÇÕES PARA COMERCIALIZAR”

Fibrenamics Impulse debateu o Futuro, as dificuldades e o potencial da inovação científica e tecnológica nos meios académico e empresarial.

O Centro Cultural Vila Flor, em Guimarães, encheu-se esta quarta-feira, 14 de março, para ouvir falar de inovação, ciência e tecnologia de futuro no Fibrenamics Impulse 2018. Uma iniciativa promovida pela Plataforma Internacional Fibrenamics da Universidade do Minho.

Carlos Fiolhais, professor na Universidade de Coimbra e um dos maiores divulgadores de Ciência em Portugal, foi o orador principal desta sessão e fez uma reflexão acerca da presença de pessoas doutoradas no meio empresarial. Apesar do número de doutorados estar a crescer, o que demonstra o desenvolvimento do nosso país, em Portugal apenas 1% dos doutorados estão a trabalhar em ambiente empresarial.

A par desta questão, e em ambiente de debate moderado por Daniel Deusdado, diretor de programas da RTP, muitas outras perguntas acerca da inovação foram levantadas. Alberto Figueiredo, administrador do Grupo Impetus, salientou que muitas vezes “as empresas não têm condições para comercializar”, criando-se produtos com bastante potencial mas cuja venda não é fácil.

Neste contexto, também Susana Silva, Innovation Project Manager da Amorim Cork Composites, salientou que, apesar de os projetos de investimento serem um grande auxílio na implementação da inovação nas empresas, “o retorno do investimento tecnológico não chega em seis meses ou um ano. É uma dinâmica a que temos que estar habituados!”.

Por sua vez, Mário de Araújo, professor catedrático jubilado da Universidade do Minho, frisou que “as empresas têm que se habituar a resolver os problemas das pessoas” e, por esse motivo, é necessário que qualquer negócio deva “começar por analisar o mercado”, complementou Elisabete Ferreira, da J. Walter Thompson Intelligence.

Já Vladimiro Feliz, Head of Smart Cities and ICT Director do CEiiA – Centro para a Excelência e Inovação da Indústria Automóvel, acredita que “o futuro passa pela sustentabilidade” e que uma das prioridades da sua organização está em “conhecer as tendências de ponta do mercado e tentar chamar a jogo os players nacionais”, recorrendo, para isso, a plataformas como a Fibrenamics.

Este evento contou ainda com a apresentação, por parte de Raul Fangueiro, coordenador da Fibrenamics, da nova estratégia da plataforma, que com este “Impulse” passará a atuar em quatro pilares fulcrais (Intelligence, Science, Technology e Governance), todos eles interligados com um único objetivo, consolidar o modelo de transferência de conhecimento implementado agora numa lógica continuada e sustentada a longo prazo.

Com esta iniciativa, a Fibrenamics, que tem trabalhado ao longo dos últimos 7 anos na transferência de conhecimento universidade-empresa, tendo sido, recentemente, reconhecida pela UE como um caso de estudo neste domínio, pretendeu aproximar, uma vez mais, os meios académico e empresarial, na procura e implementação de respostas aos desafios societais emergentes, fomentando a análise de tendências da sociedade e tecnologia e incentivando as empresas para os desafios que o futuro apresenta, ajudando-as a converter essas oportunidades em negócio.

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