Associação Familiar Vimaranense projeta creche e pré-escolar para 72 crianças

Projeto pretende diversificar a atividade da instituição e responder às necessidades de famílias de uma freguesia em crescimento. A nova resposta poderá criar cerca de 20 postos de trabalho.

@ AFV

A Associação Familiar Vimaranense está a preparar a criação de uma creche com capacidade para 72 crianças, num projeto que visa reforçar a resposta social às famílias e diversificar a atividade da instituição, tradicionalmente centrada nas áreas da saúde e do apoio funerário. A iniciativa foi apresentada por Augusto Abreu, presidente da associação, num painel com representantes de outras três mutualidades, no XV Encontro Nacional de Dirigentes Mutualistas, realizado na última sexta-feira, na Casa da Mutualidade, em Coimbra, sob o tema “Investir e Inovar: Projetos que Transformam o Mutualismo”. A sessão de abertura contou com o presidente da União das Mutualidades Portuguesas (UMP), Luís Alberto Silva, o presidente d’A Previdência Portuguesa, António Martins de Oliveira, e a presidente da Câmara Municipal de Coimbra, Ana Abrunhosa. Na sua intervenção, Luís Alberto Silva sublinhou a importância de as mutualidades investirem em novas respostas e encontrarem soluções para os desafios das comunidades: “Investir é acreditar. Inovar é não desistir”, afirmou, valorizando a capacidade de iniciativa e a resiliência dos dirigentes mutualistas.

Com 118 anos de história, a Familiar Vimaranense tem vindo a refletir sobre a sustentabilidade da sua atividade e a necessidade de encontrar novas respostas que lhe permitam chegar a mais pessoas. A evolução do número de associados nas diferentes modalidades e os desafios financeiros associados à prestação de cuidados de saúde levaram a direção a procurar novas áreas de intervenção social. A ideia inicial passava pela criação de uma estrutura residencial para pessoas idosas. No entanto, durante a procura de instalações, surgiu a oportunidade de aproveitar a antiga escola do Pulo, o que levou a associação a reavaliar as prioridades e a avançar com o projeto de uma creche. Segundo Augusto Abreu, a localização foi escolhida pelo crescimento habitacional da freguesia e pela falta de respostas próximas para as famílias, numa zona que registou uma transformação significativa, com a chegada de novos residentes e famílias, mas sem uma oferta de creche considerada suficiente.

O projeto prevê dois berçários, com dez lugares cada, salas para crianças dos 12 aos 24 meses e dos 24 aos 36 meses e uma sala de pré-escolar, perfazendo 72 crianças. A associação pretende ainda oferecer um serviço educativo de qualidade, com espaços adaptados às diferentes idades e atenção ao desenvolvimento integral das crianças.

A concretização depende da conclusão dos procedimentos técnicos e de aprovação necessários. A associação está a preparar a candidatura a financiamento e aponta 2028 como horizonte para a entrada em funcionamento, caso o processo decorra como previsto. Além da resposta às crianças e às famílias, a creche poderá criar cerca de 20 postos de trabalho e apoiar aproximadamente 150 famílias, considerando também o impacto indireto da atividade na comunidade.

A iniciativa integra o projeto de capacitação institucional da UMP “Mutualismo em Ação”, cofinanciado pela União Europeia através do Programa Pessoas 2030 | Portugal 2030.

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