Atividade turística recupera, mas longe dos resultados pré pandemia

Os dados do relatório de atividade turística em Guimarães referente ao ano 2021 já estão disponíveis evidenciando sinais de recuperação do setor quando comparado com o ano de 2020. Contudo, os dados mostram-se ainda longe dos resultados atingidos em 2019, pré pandemia. “Estima-se que em 2022 o setor do turismo continue em aceleração, mas com uma retoma algo lenta e gradual”, lê-se no relatório.

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A afluência de visitantes aos Postos de Turismo de Guimarães constitui um importante indicador da procura turística e, através dos dados disponibilizados, é possível concluir que, em 2021, já se verificou um acréscimo significativo de 22,3% face a 2020.

Contudo, quando comparados com 2019, é possível verificar que os números do período pré pandemia estão longe de ser alcançados. Entre 2017 e 2019 os visitantes aos Postos de Turismo aumentaram significativamente, tendo atingido as 107.638 pessoas. Em 2020, houve, devido à pandemia, uma descida significativa, havendo registo de apenas 23.964 visitantes. A subida, em 2021, foi de 5.349, ou seja, de 22,3% face a 2020. Quando comparado com 2019, é possível verificar, porém, que estes números representam apenas um terço da afluência pré pandemia.

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Espanhóis no topo dos visitantes

Analisados os dados dos visitantes por país de origem, constata-se que Espanha, Portugal e França figuram no topo da procura turística. Espanha, com uns expressivos 53,89% dos visitantes, mantém a posição de principal mercado emissor, seguindo-se o mercado interno, com 14,31%, e França, com 13,4%. No passado ano, ainda atípico, foram os mercados de proximidade, à semelhança do que já se tinha verificado em 2020, que sustentaram a atividade turística.

Comparativamente com 2020, o ano agora findo registou um crescimento de 25% (de 12.632 para 15.790) nos turistas oriundos de Espanha. Apesar da ligeira subida sentida, em 2019 houve 51.845 visitantes espanhóis, um número que está longe de ser atingido.

Agosto é o mês favorito

O efeito da sazonalidade apresenta-se, faz saber o município, “como um dos maiores dilemas do turismo ao nível global e para o qual Guimarães tem tentado encontrar soluções, diversificando a oferta e potenciando outros segmentos da oferta turística, que visam aumentar a procura, sobretudo nas épocas de baixa procura: outono, inverno e primavera”.

Importa aqui relembrar os meses de confinamento, fecho de fronteiras e proibição de aterragem de voos nos aeroportos portugueses até abril/maio. Nos meses de verão, a procura foi superior, mas idêntica a 2020. Porém, muito abaixo dos níveis dos anos anteriores.

A procura registada no verão não teve uma quebra acentuada após agosto, tal como se tinha vindo a verificar até 2019, mantendo-se equilibrada até ao final de outubro.

De destacar o facto de que, em 2020, nos primeiros meses do ano, ainda num período pré pandemia, a afluência aos postos de turismo foi superior aos anos anteriores.

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Alojamentos turísticos a recuperar lentamente

O ano de 2021 terminou com uma subida de 11% face à média registada em 2020, constituindo, assim, mais um sinal da recuperação da atividade turística. Com uma taxa média de ocupação-quarto de 36% em 2021, ainda 26% abaixo do período pré pandemia, Guimarães suplanta, neste indicador, até ao momento, a média nacional (33%) e da região norte (31%).

Nos resultados nacionais e da região norte não estão a ser contabilizados os meses de novembro e dezembro, uma vez que ainda não foram disponibilizados pelo INE.

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Visitas a monumentos, museus e sítios arqueológicos acompanham subida gradual

Foram analisados os dados referentes aos principais monumentos de Guimarães, nomeadamente o Castelo de Guimarães e Paço dos Duques de Bragança, assim como do sítio arqueológico da Citânia de Briteiros e de um conjunto de museus, designadamente o Museu Alberto Sampaio, Centro Internacional das Artes José de Guimarães e Casa da Memória de Guimarães, Museu Arqueológico da Sociedade Martins Sarmento e Museu da Cultura Castreja.

O ano de 2020 interrompeu a contínua tendência de crescimento que se vinha verificando nos anos anteriores, registando-se uma queda significativa de cerca de 68% no número de visitantes. Já em 2021 deu-se uma inversão, tendo o ano finalizado com um crescimento de 24,4% na procura destes espaços.

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Teleférico perto dos resultados pré pandemia

Para uma correta leitura dos dados apresentados é necessário ter dois fatores em consideração, nomeadamente tratar-se de um equipamento que exige cuidados especiais, pelo que encerra ao público por determinados períodos para manutenção, e a suspensão da atividade por altura em que vigorou a medida de confinamento obrigatório motivada pela pandemia.

Este equipamento esteve inoperacional no primeiro trimestre de 2019, entre janeiro e junho de 2020 e nos meses de fevereiro e março de 2021. Ainda assim, após a significativa quebra no número de viagens verificada em 2020 ( de cerca de 62%), o ano de 2021 registou uma expressiva subida de 112%.

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