Autarquia regulariza projetos do Orçamento Participativo deixados por financiar pelo anterior executivo

A Câmara Municipal de Guimarães assinou, na manhã desta terça-feira, 14 de julho, os protocolos do Orçamento Participativo das Escolas, numa cerimónia realizada no Salão Nobre dos Paços do Concelho. A sessão marcou o arranque da implementação dos projetos vencedores da edição 2025/2026 e serviu também para anunciar a regularização de financiamentos em atraso relativos aos anos letivos de 2023/2024 e 2024/2025.

© Rodrigo Marques / Mais Guimarães

Durante a cerimónia, o presidente da Câmara Municipal, Ricardo Araújo, explicou que o atual executivo decidiu assumir os compromissos financeiros que, segundo afirmou, ficaram por concretizar pelo anterior executivo, liderado por Domingos Bragança.

“O anterior executivo lançou as edições do Orçamento Participativo das Escolas, mobilizou a comunidade educativa e promoveu as votações, mas não concluiu aquilo que era essencial: a atribuição dos financiamentos necessários para que os projetos vencedores fossem executados”, afirmou.

Segundo Ricardo Araújo, a autarquia está agora a corrigir essa situação, assegurando os recursos financeiros para os projetos que aguardavam financiamento desde os anos letivos de 2023/2024 e 2024/2025.

“O que hoje fizemos foi corrigir esse erro. Estamos a cumprir com a nossa obrigação e a restabelecer uma relação de confiança entre o município e as escolas”, sublinhou.

O presidente destacou ainda que a edição agora formalizada cumpriu todas as fases previstas, desde a apresentação e análise das propostas até à votação, estando garantido o financiamento dos projetos vencedores, cuja implementação deverá estar concluída até 30 de setembro de 2026.

Ao todo, esta edição contempla 25 projetos, num investimento superior a 100 mil euros. Somando os pagamentos agora regularizados relativos às duas edições anteriores, o esforço financeiro da autarquia ultrapassa os 200 mil euros.

Ricardo Araújo considerou que o Orçamento Participativo das Escolas é uma ferramenta importante de cidadania, permitindo aos alunos participar ativamente na melhoria dos seus estabelecimentos de ensino.

“Os alunos que participam na transformação da escola aprendem que uma decisão coletiva pode produzir resultados concretos. É esse o espírito do Orçamento Participativo”, afirmou.

A edição deste ano foi dedicada ao tema da Capital Verde Europeia 2026, título que Guimarães irá assumir no próximo ano. O autarca defendeu que este programa deve contribuir para deixar um legado duradouro na comunidade educativa.

“A Capital Verde Europeia tem de deixar um legado. Esse legado traduz-se em transformações no território, mas sobretudo no envolvimento da comunidade, particularmente dos jovens, nas questões da sustentabilidade ambiental”, referiu.

O presidente da Câmara elogiou ainda a forte participação das escolas ao longo das várias edições do programa, salientando que mais de 40 projetos escolares envolveram a comunidade educativa.

“Sempre que apelamos à participação da comunidade educativa, a resposta é muito positiva. Isso aumenta também a responsabilidade da autarquia em cumprir aquilo que é a sua obrigação”, concluiu.

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