AVH fala em “inércia e passividade” do Município relativamente ao setor

Ricardo Silva, Presidente da Associação Vimaranense de Hotelaria (AVH), referiu que “o setor da restauração e da hotelaria foi fortemente afetado com as exigências de prevenção de saúde pública”. Numa primeira fase os estabelecimentos estiveram encerrados e quando reabriram houve “fortes condicionalismos e restrições ao funcionamento e à dinâmica dos estabelecimentos”.

© Mais Guimarães

Para o presidente, “os comerciantes deste setor em específico, quer individualmente, quer através da AVH, têm-se mostrado totalmente cooperantes com o Executivo Municipal, no sentido de coordenação de processos e obtenção de medidas ou alternativas que permitam a subsistência dos negócios”. “Os nossos comerciantes estão de parabéns, porque se tornaram efetivamente agentes de saúde publica”, afirmou Ricardo Silva.

Por iniciativa própria, a AVH sugeriu “reuniões de trabalho com o Executivo Municipal, com as forças de segurança, com o serviço de proteção civil”, mas o problema “no que toca à Câmara Municipal apoiar estes comerciantes, o que encontramos, e o que o Executivo Municipal sempre manifestou, foi total inércia e completamente passividade relativamente às questões e à dinâmica do setor”.




“A necessidade dos comerciantes da hotelaria e restauração de se reinventarem diariamente é uma realidade e, neste âmbito, nós idealizamos, e colocamos a proposta à Câmara, de colocação de umas estruturas envolventes das esplanadas”. Com a implementação desta medida, pretendiam “garantir maior segurança em relação às regras de saúde pública, relativamente ao interior dos estabelecimentos, alargando a área de serviço para o exterior”. Segundo Ricardo Silva, em resposta foi-lhe dito que “o Covid não é resposta para tudo, que os interesses dos comerciantes não podem prevalecer sobre questões ou critérios panorâmicos ou paisagísticos, designadamente do centro histórico”.

A AVH apresentou, ainda, outras medidas, como “a manutenção da isenção de taxas, ou seja, algum benefício fiscal para o ano de 2021, a manutenção do alargamento das esplanadas, também para o ano de 2021, e a definição, pelo Município, que nos parece a questão mais premente a adotar, de uma estratégia de uma política de comunicação e de cativação de pessoas à nossa cidade, para usufruírem do nossos comércio, da hotelaria e da restauração”.

Pedro Fernandes: “Há uma certa fobia de comer em espaços interiores”

O Vice-Presidente da Associação, Pedro Fernandes, explicou ao Mais Guimarães que pretendem “chamar a atenção para os problemas do setor” e “pressionar a Câmara a dar algumas respostas a questões que temos colocado nos últimos meses”.

O principal problema, garante, “é a falta de clientes”. “O negócio caiu 80%, no meu caso, e é preciso fazer alguma coisa, acabar com alguns estigmas, explicou. “O caso da utilização do espaço exterior, para toda a gente, não só para o centro histórico, é fundamental”. O Vice-Presidente referiu ainda a importância da utilização dos espaços exteriores nesta altura pandémica. “Há uma certa fobia de comer em espaços interiores e nós precisamos de preparar os nossos negócios para trabalhar cada vez mais no exterior”. Contudo, relembra que é preciso saber o que é possível fazer “dentro das regras, dentro das regras do centro histórico e do património da humanidade”.

©2021 MAIS GUIMARÃES - Super8

Publicidade

Fazer login com suas credenciais

Esqueceu sua senha?