Bárbara Bandeira, Dillaz e GNR são cabeças de cartaz das Festas da Cidade e Gualterianas 2026
As Festas da Cidade e Gualterianas 2026 decorrem entre os dias 24 de julho e 3 de agosto, prometendo mais de uma semana de celebração da identidade vimaranense, conjugando tradição, cultura, música, património e devoção. O programa foi apresentado na manhã desta quarta-feira, na sede da Associação Casa da Marcha, entidade responsável pela organização da emblemática Marcha Gualteriana, numa sessão que reuniu responsáveis da organização e do Município.

© Rodrigo Marques / Mais Guimarães
Os concertos de Bárbara Bandeira, Dillaz, GNR, Theo e da banda vimaranense Fragmentos assumem-se como os principais destaques musicais da edição de 2026, num cartaz que pretende conciliar artistas de diferentes gerações e estilos musicais.
Durante a conferência de imprensa, o presidente d’A Oficina, Jorge Silva, sublinhou o caráter único das Gualterianas, considerando que são umas festas “que só podem acontecer em Guimarães”.
“As Gualterianas unem dimensões muito distintas da cidade. Aproximam a periferia do centro histórico, juntam a festa popular com a celebração religiosa, conjugam a devoção a São Gualter com a tradição da Marcha e conseguem envolver toda a comunidade. São festas que definem aquilo que é a identidade vimaranense”, afirmou. O responsável destacou ainda que o programa resulta de um trabalho coletivo e não apenas da entidade organizadora.

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“É um programa da cidade, construído com as associações, com a Câmara Municipal, com a Associação Casa da Marcha e com todos aqueles que, ano após ano, fazem destas festas aquilo que elas são.”
Feira de Artesanato reforça aposta na autenticidade
Entre as novidades da edição deste ano está o reforço da componente dedicada aos ofícios tradicionais, com especial destaque para a 28.ª Feira de Artesanato, que incluirá iniciativas como um bordado de Guimarães e oficinas ligadas à olaria. Esser Jorge fez questão de sublinhar que a organização manterá critérios rigorosos na seleção dos participantes. “Na Feira de Artesanato estarão apenas artesãos certificados. Queremos preservar a qualidade deste espaço e garantir que representa verdadeiramente o artesanato”, disse.
Concertos para diferentes públicos
A programação musical decorrerá sobretudo no Largo do Toural. Os vimaranenses Theo e Fragmentos abrem o cartaz, na quinta-feira, dia 30, seguindo-se Bárbara Bandeira, a 31, Dillaz no sábado, dia 01 e a banda portuense GNR no domingo, dia 02 de agosto, numa programação pensada para diferentes públicos.

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Além dos concertos, haverá ainda espetáculos de fado, com destaque para o concerto de Nuno da Câmara Pereira, animação de rua, programação infantil, o habitual Desfile de Charretes e a Feira do Gado e Concurso Pecuário, e diversas atividades espalhadas pelo centro histórico. Ainda uma corrida de Cavalos, na tarde do dia 03 de agosto, no Hipódromo de S. Martinho de Candoso.
Marcha Gualteriana deverá reunir mais de mil participantes
O presidente da Associação Casa da Marcha, Rui Porfírio, revelou que a preparação da Marcha Gualteriana decorre a bom ritmo e que o objetivo passa por voltar a apresentar um espetáculo capaz de superar as edições anteriores. “Vamos garantir o legado que os nossos antepassados nos deixaram há 120 anos. Estão reunidos todos os ingredientes para que o sucesso da Marcha seja igual ou ainda melhor.”

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A edição deste ano contará com nove carros alegóricos, intercalados por grupos de teatro, cinco ranchos folclóricos, cinco grupos de teatro e animação. Segundo Rui Porfírio, encontram-se já inscritos 685 participantes, faltando ainda cerca de 400 pessoas para completar o desfile, que deverá ultrapassar os mil figurantes. “Será um espetáculo com rodas”, resumiu.
O dirigente aproveitou também para lançar um apelo à população. “Precisamos de voluntários para a fase final dos trabalhos e também de pessoas que queiram desfilar. É uma honra participar na Marcha Gualteriana.”
A edição de 2026 assinala ainda os 120 anos da renovação da Marcha Gualteriana, evocando os homens que transformaram as festas no início do século XX.
Rui Porfírio recordou figuras como João de Melo, José de Pina, Abel Cardoso e Gaspar Roriz, responsáveis pela renovação do formato que ainda hoje caracteriza o cortejo. “Continuamos ligados ao espírito de agradecimento que esteve na origem da Marcha e que continua vivo através de todos os voluntários, patrocinadores e instituições que tornam possível este espetáculo.”
Câmara destaca trabalho em rede e reforço da identidade cultural
A vereadora da Cultura e Turismo da Câmara Municipal de Guimarães, Isabel Ferreira, classificou as Gualterianas como uma das duas maiores manifestações culturais e religiosas da cidade. “Temos a felicidade de ter uma festa de verão e outra de Inverno”, vincou a vereadora, lembrando as Festas Nicolinas que acontecem a partir de 29 de novembro.
Quanto às Festas Gualterianas “transformam Guimarães num grande palco de tradição, cultura e manifestação religiosa. São uma romaria de referência no Norte do país e queremos continuar a valorizá-la.”

A autarca reconheceu que a preparação desta edição decorreu num contexto exigente, devido ao calendário eleitoral, no município e na Casa da Marcha, enaltecendo o trabalho desenvolvido por todas as entidades envolvidas. “Foi um enorme esforço coletivo que hoje nos permite apresentar um programa reforçado, com novidades e que continua a valorizar a nossa identidade.”
Isabel Ferreira destacou igualmente a aposta nos ofícios tradicionais, nomeadamente o bordado e a olaria, bem como o papel da Casa da Marcha na preservação do saber-fazer transmitido entre gerações. Todo este conhecimento precisa de continuar a ser passado às gerações mais novas para que, daqui a muitos anos, esta tradição continue viva.”
A também Vereadora da Educação anunciou ainda a intenção de envolver, já no próximo ano letivo, os agrupamentos de escolas do concelho e levar as crianças a descobrirem a Casa da Marcha.
“Não temos vergonha da Cultura Popular”
No final da sessão, Esser Jorge Silva e Isabel Ferreira, vincaram que a aposta na cultura de cariz popular, sendo “uma das características das Festas da Cidade e Gualterianas” e da “identidade vimaranense”, é reforçada na edição deste ano e que se manterá nos próximos anos. “Não temos vergonha da Cultura Popular, e queremos mostrá-la, trazê-la para as ruas da cidade”, disse Esser Jorge.
Quanto ao investimento, o presidente d’A Oficina revelou que o orçamento das Festas Gualterianas deverá manter-se em valores semelhantes aos da edição anterior, rondando os 450 mil euros, incluindo o apoio destinado à realização da Marcha Gualteriana.

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Com um programa que volta a reunir concertos, tradição, património, artesanato, manifestações religiosas e um dos maiores cortejos populares do país, Guimarães prepara-se para viver mais uma edição das Festas da Cidade e Gualterianas, entre 24 de julho e 3 de agosto.





