BE quer saber os motivos da insolvência do Spinpark

O Grupo Parlamentar do Bloco de Esquerda questionou o Governo sobre a insolvência da Associação SpinPark, instalada no AvePark – Parque de Ciência e Tecnologia.

Os bloquistas querem que o Governo esclareça quais os motivos para o não cumprimento do Plano Especial de Revitalização e se os direitos dos trabalhadores estão a ser garantidos e qual o valor das dívidas e do passivo.

No documento entregue na Assembleia da República, os deputados referem que “em 2016, o Spin Park adotou um Plano Especial de Revitalização, em resultado de dívidas superiores a dois milhões de euros e um passivo de sete milhões” e que “a associação não tem condições para viabilizar o PER, não garante a manutenção daquele centro, está em insolvência e vai fechar portas”.

Os deputados afirmam que “as nove empresas spin-off instaladas no edifício foram notificadas, a 17 de Setembro, pelo administrador judicial, de que têm 30 dias para sair das instalações”. “Esta atitude negligente tem gerado revolta junto da comunidade que lá se instalou, a começar pelos próprios empresários, que referem que é impossível transferir um laboratório num mês”, lamentam.

“Esta situação é incompreensível atendendo à importância daquele equipamento para a transferência de conhecimento criado na Universidade do Minho para a sociedade, pelo que deveriam ter sido acauteladas a garantia de condições para a continuidade de funcionamento das instalações e das empresas lá instaladas”, salientam os deputados.

Sete das nove empresas situadas no Spinpark já tem solução de instalação

Relativamente à transferência das empresas, o Mais Guimarães noticiou ontem uma reunião mantida entre as empresas, a administradora judicial e o vereador Ricardo Costa, em que ficou acordado que as empresas poderão ficar nas instalações, durante um período de transição de dois a três meses. Ricardo Costa já tinha anunciado, na Reunião de Câmara de dia 12, que sete das nove empresas instaladas no edifício da Spinpark já tinham soluções de instalação.

Subsiste a questão do laboratório de análises químicas A2 que, por ter necessidade de instalações muito específicas, será mais difícil de deslocar. As empresas poderão sair até ao final do ano e não nos 30 dias, antes anunciados. “Terá que haver um acordo para saírem todas ao mesmo tempo, por uma questão de custos, porque se sair uma, os custos fixos são os mesmos e passam a ser divididos pelas que ficarem.”, esclareceu Ricardo Costa.

O Bloco pretende ainda saber quantas empresas e quantos postos de trabalho foram criados desde a criação do Avepark, uma vez que “na altura da inauguração, o então administrador do Parque de Ciência e Tecnologia de Guimarães, Carlos Remísio, referiu que o objetivo era a instalação, no prazo de 10 a 15 anos, de 200 empresas tecnológicas e a criação de quatro mil empregos qualificados, entre cientistas e investigadores”.

O Avepark foi uma sociedade constituída pela Câmara de Guimarães, pela Universidade do Minho, a Associação Industrial do Minho, a Associação do Parque de Ciência e Tecnologia do Porto e pela Associação Industrial e Comercial de Guimarães que entretanto foi dissolvida, em dezembro de 2016.

A Associação Spinpark é um centro de incubação de base tecnológica, cujos sócios fundadores foram a Universidade do Minho, o Avepark e a Portus Park.

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