BE questiona Governo sobre descargas poluentes em Guimarães

Imagem de Arquivo
©  Direitos Reservados

O Grupo Parlamentar do Bloco de Esquerda (BE) questionou o Governo sobre descargas na bacia do rio Ave, em Guimarães. A iniciativa surge na sequência de mais dois episódios de poluição. Segundo o BE, a 28 de Maio, o Rio de Agrela apresentava, junto ao moinho das Fontainhas, na freguesia de Caldelas, espuma esbranquiçada; a 31 de Maio, junto à levada de Campelos, na freguesia de Ponte, o Rio Ave apresentava manchas de óleo à superfície.

No documento entregue na Assembleia da República, os deputados do Bloco de Esquerda eleitos por Braga, José Maria Cardoso e Alexandra Vieira, afirmam que “o longo das últimas décadas, a Bacia Hidrográfica do Ave tem sido alvo de várias descargas poluentes” e o que “os sucessivos ataques ambientais degradam o estado das massas de água para níveis preocupantes”.

Para os deputados, “o facto de ser um problema recorrente, agrava as condições das águas e das suas margens e atesta a incapacidade das autoridades competentes em identificar os focos de poluição, eliminá-los e proceder à limpeza dos rios”.

Os deputados bloquistas recordam que, em 2016, o Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar (ICBAS) identificou a existência bactérias multirresistentes no Rio Ave, e lamentam que ainda não se conheçam os resultados do estudo à origem dessas bactérias, que deveria ter sido divulgado em 2018.

Por isso, o Bloco de Esquerda pretende aferir quantos casos de poluição foram assinalados no último ano e quais as consequências para os poluidores; quais os resultados do estudo que está a ser desenvolvido pela Águas do Norte; e quais as medidas que o Ministério do Ambiente vai tomar para garantir a despoluição das linhas de água e assegurar massas de água com boa qualidade. “As pretensões das populações que exigem a proteção destes recursos são justas e a necessidade de despoluição de toda a Bacia Hidrográfica do Ave deve ser encarada como urgente pelas entidades competentes. Os ecossistemas devem ser protegidos porque as populações têm o direito a cursos de água sem poluição e a usufruírem do património natural sem riscos para a saúde pública”, afirmam os deputados no documento.

©2020 MAIS GUIMARÃES - Super8

Publicidade

Fazer login com suas credenciais

Esqueceu sua senha?