Bruno Fernandes: “Não existe sensibilidade para as questões do desenvolvimento económico”

O município aprovou o parecer de interesse público que pode viabilizar a construção de uma fábrica de calçado junto ao centro cívico de Urgezes, com os votos favoráveis dos vereadores do partido socialista e os votos contra dos vereadores eleitos pela coligação Juntos por Guimarães.

Para Bruno Fernandes, este exemplo “leva a concluir que não existe, neste município e nesta governação, uma sensibilidade para as questões da promoção e do desenvolvimento económico”.

Relembrando que se trata de uma zona classificada como reserva agrícola nacional, o candidato da Coligação Juntos por Guimarães diz que a empresa está “a forçar a instalação de uma unidade industrial” no local “porque não tem alternativas no concelho de espaços de acolhimento empresarial capazes de inserir o seu projeto”.

“Faz sentido que o município esteja a desclassificar zonas de reserva agrícola em zonas centrais de uma freguesia tão importante como Urgezes?”, questiona. “Os empresários têm que dispor de uma oferta capaz de responder às suas necessidades, que não têm neste momento, em Guimarães”.

Este exemplo, segundo Bruno Fernandes, “mostra bem aquilo que é a estratégia errada que tem sido seguida”. Explica ainda que “o município não tem zonas de acolhimento empresarial para acolher as empresas que aqui se querem instalar e para permitir que as empresas existentes possam crescer”.

Seara de Sá, Vereador do Urbanismo, confessou que, quando pensou no assunto a primeira vez, pensou que “a localização de uma fábrica na proximidade do centro é sempre uma situação complicada”, mas olhou para o assunto “de uma forma não convencional”, recordando que “Guimarães, no século XIX, teve fábricas no centro da cidade”.

Por esse motivo, levantou as questões: “de que forma é que aquele terreno permitiria a localização de uma fábrica e que tipo de fábrica? Podia ser colocada uma fábrica lá como é colocada num parque industrial?”.

“Tem que ser feita de uma forma totalmente distinta”, disse explicando que “a fábrica tem que ser elemento presente em termos urbanos e tem que dar resposta a algumas questões fundamentais, nomeadamente ter uma presença física e funcional em que os elementos que de uma fábrica podem ser conectados com uma zona urbana estejam ali presentes”.

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