Câmara de Guimarães reforça apoios sociais em medicamentos, creches e transporte adaptado

A Câmara Municipal de Guimarães aprovou, na reunião do executivo desta segunda-feira, um conjunto de apoios sociais nas áreas da saúde, da educação e da deficiência. O Vice-Presidente da Câmara, Eduardo Leite, responsável pela Ação Social e Saúde, explicou aos jornalistas o alcance de cada medida.

© CMG

Foi aprovado o reforço de cartões do Programa “Abem: Rede Solidária do Medicamento”, com a emissão de 300 cartões, num valor global a rondar os 40.500 euros. O autarca explicou que o programa se destina às pessoas mais desfavorecidas e vulneráveis e cobre apenas medicamentos comparticipados, prescritos através do SNS. “É um programa de apoio à compra dos medicamentos, na parte que é relativa ao valor que as pessoas têm que pagar”, explicou. Eduardo Leite acrescentou que o número de cartões varia consoante a necessidade das pessoas que pedem este apoio. Foi igualmente aprovado um apoio extraordinário ao Centro Social Cultural Desportivo e Recreativo de Vila Nova de Sande, que permitirá criar mais 16 vagas de creche. “É muito bom neste momento para aumentarmos ainda mais a capacidade de oferta de creche, que é pertinente no concelho”, afirmou o Vice-Presidente, lembrando que há famílias que muitas vezes não conseguem ter onde deixar os mais pequenos.

Eduardo Leite adiantou que os serviços municipais estão a trabalhar para que, em breve, sejam criadas mais 60 vagas, em unidades que estão em construção ou a terminar a obra. “Estamos a trabalhar arduamente para que, a breve trecho, tenhamos mais aquelas 60 vagas”, disse. Questionado sobre se há ainda muita procura por parte das famílias, o autarca afirmou que, na sua área, não recebeu qualquer reporte de uma avalanche de pessoas sem capacidade para colocar os filhos em creche, pelo que não pode validar a necessidade de um número ainda maior de vagas. Disse que a procura é variável, porque depende do número de nascimentos e da oferta pública, e que a gratuitidade é muito importante para as famílias. Acrescentou que o município está atento e que poderá ser necessário que outras instituições aumentem as suas vagas. Lembrou, contudo, que as regras da Segurança Social são exigentes e que algumas instituições podem não ter capacidade de edificado para as cumprir.

Transporte para pessoas com deficiência

Foi ainda aprovada a atribuição de um subsídio convertido na disponibilização de um serviço de transporte especial para pessoas com deficiência. A medida representa uma estimativa de cerca de 500 mil euros para o próximo ano. Desse valor, cerca de 350 mil euros já têm destino, destinando-se a 42 candidaturas validadas pela Ação Social, e o restante fica em reserva orçamental para novos pedidos que surjam ao longo do ano. Eduardo Leite explicou que os beneficiários, crianças e adultos, precisam de deslocações frequentes, muitas vezes diárias, para a escola, atividades ou consultas, em táxis ou outros veículos, por não haver outro meio de transporte adequado. Sublinhou que o apoio não é entregue às famílias: “Estes apoios não são dados diretamente às famílias, são pagos diretamente a quem leva as crianças.” O pagamento é feito aos prestadores, segundo o valor e a forma contratualizados, e o Vice-Presidente considera esta a forma mais correta de o fazer.

O autarca reconheceu que o montante pode surpreender, mas defendeu que reflete o número de viagens necessárias. “A Ação Social está sempre pronta para ajudar. Nós não queremos que aqui no concelho ninguém fique para trás”, concluiu.

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