CÂMARA ESPERA RESPOSTA DA ORDEM DOS ECONOMISTAS SOBRE RATING DE MUNICÍPIOS QUE COLOCA GUIMARÃES EM 124.º LUGAR


A autarquia vimaranense comentou hoje o rating da Ordem dos Economistas, publicado na semana passada, que dava conta de que Guimarães é o quarto dos 10 piores municípios do país, colocando-o ainda na 124.ª posição, num total de 308. Para Domingos Bragança, que já pediu mais informações à entidade sobre este rating e a forma como foi elaborado, os dados deste estudo “não parecem transmitir transparência e credibilidade”.

O assunto foi colocado por Bruno Fernandes no período antes da ordem do dia, na reunião camarária desta quinta-feira. O vereador do PSD, que falou na última reunião sobre “a falta de captação de investimentos” por parte da Câmara de Guimarães, voltou a abordar o tema, justificando agora a sua posição com os resultados do ranking.

“Na última reunião de Câmara, dissemos que o caminho que Guimarães, nomeadamente o da Câmara Municipal, tem seguido ao nível do desenvolvimento económico do concelho não é o correto, na nossa opinião. Não é o caminho que traz a Guimarães a fixação de investimento e de empresas. Dissemos também que a estratégia do município assenta muito no apoio aos empresários atuais, que achamos muito importante, mas pouco, numa estratégia de captação de investimento. Aquilo que temos em Guimarães, que é o que o rating da Ordem dos Economistas vem confirmar, é que estamos a descer nos indicadores daquilo que é o desenvolvimento económico e a Câmara, tal avestruz, continua com a cabeça metida na areia, a achar que a sua estratégia é que está correta. Trouxe hoje aqui um estudo que o senhor presidente quis rebater, mas não vou discutir estudos, pois temos muitos indicadores, como a taxa de desemprego. Tenho pena destes indicadores, preferia trazer positivos, mas aquilo a que temos assistido nos últimos meses é, precisamente, o contrário”, apontou o social democrata.

Já Ricardo Costa, vereador com a pasta do Desenvolvimento Económico, esclareceu que Guimarães está “financeiramente estável” e mais importante que um estudo são os factos.

“Importa perceber que estudos há muitos. Temos é que saber ler os estudos e ser críticos, seja a crítica positiva ou negativa. Este estudo foi feito por alguém e, pelos vistos, tem a chanceler da Ordem dos Economistas ou não, uma questão que temos de ver. Agora, mais importante que os estudos são os factos. Desde outubro de 2013, a Câmara pagava a 45 dias. Fechou 2018 com um prazo médio de pagamento de 16 dias. Também em 2013, a Câmara tinha uma dívida a médio/longo prazo na ordem dos 70 milhões de euros e tem agora uma dívida a médio/longo prazo de 30 milhões. Ou seja, a Câmara amortiza, anualmente, cerca de 6 milhões de euros. Facto é também que desde 2013 a 2018, a Câmara investe cerca de 30 milhões de euros em despesas de investimento. E investe porque, relativamente à sua receita corrente versus a sua despesa corrente, consegue libertar meios suficientes, juntamente com os fundos comunitários, para investir em Guimarães. Factos é que, financeiramente, o município está estável”, mencionou.

Durante a reunião de Câmara, Domingos Bragança referiu que os dados do estudo “não parecem transmitir transparência e credibilidade”. “Na sequência de contactos que fiz, a Associação Nacional de Municípios já fez saber que não tem nada a ver com este estudo. O Tribunal de Contas sei também que não tem a ver com estudo. Liguei para o reitor da UMinho e disse-me que também não contribuiu, assim como o IPCA. Nestes casos também contactam as Câmaras Municipais para disponibilizar dados e não fomos contactados. Mas não quero pôr em causa este estudo”, referiu.

Ainda assim, Domingos Bragança já contactou a Ordem dos Economistas e espera uma resposta para uma melhor compreensão do estudo. “Temos estudos que nos consideram muito bem e estudos que nos consideram menos bem. Este parece um deles. Estou também a pedir à Ordem dos Economistas para nos darem os dados, de forma a analisar este estudo. Se a informação estiver certa, temos que melhorar. Se não estiver certa, não a consideramos”, concluiu.

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