Capital Verde Europeia 2026 no arranque de debates nacionais sobre sustentabilidade urbana

Guimarães acolheu, a 21 de maio no Auditório do Laboratório da Paisagem, a sessão inaugural do ciclo nacional de debates sobre ecologia, território e sustentabilidade urbana, uma iniciativa promovida pela Casa da Arquitetura e pela Direção-Geral do Território, que decorreu no Laboratório da Paisagem. O encontro reuniu responsáveis institucionais, especialistas e investigadores para uma reflexão alargada sobre os desafios climáticos, o ordenamento do território e o desenvolvimento sustentável das cidades.

© CMG

A abertura da conferência contou com a presença do presidente da Câmara Municipal de Guimarães, Ricardo Araújo, do secretário de Estado da Administração Local e Ordenamento do Território, Silvério Regalado, do diretor executivo da Casa da Arquitetura, Nuno Sampaio, e do presidente do Laboratório da Paisagem, Carlos Ribeiro.

A primeira sessão do ciclo “Plataforma Cidade” foi dedicada ao tema “Guimarães 2026 – Capital Verde Europeia”, distinção atribuída pela Comissão Europeia em reconhecimento pelo desempenho ambiental e pela estratégia de sustentabilidade urbana do município. Durante o encontro, foi debatida a forma como este reconhecimento se traduz em medidas concretas e duradouras para áreas como a mobilidade, a saúde pública, a qualidade de vida e a valorização do território.

Um dos momentos centrais da iniciativa foi a mesa-redonda subordinada ao tema “Infraestrutura verde como motor de saúde e qualidade de vida – Guimarães 26 Capital Verde Europeia”, que reuniu especialistas das áreas da arquitetura, ambiente, saúde e design. Participaram no debate Ricardo Rodrigues, Sara Terroso, Maria Manuel Oliveira, Adelaide Maia e Sílvia Soares, numa reflexão sobre os desafios ambientais atuais e o legado sustentável que o projeto Guimarães 2026 poderá deixar à comunidade.

O projeto “Guimarães 2026 – Capital Verde Europeia” foi apresentado por Carlos Ribeiro, destacando os principais eixos estratégicos da candidatura e as ações previstas para reforçar a sustentabilidade ambiental do concelho e promover uma maior participação da comunidade na resposta às alterações climáticas.

No final da sessão, os participantes tiveram ainda oportunidade de experimentar a “Jornada Climática de Guimarães”, uma experiência imersiva dedicada às alterações climáticas e à sustentabilidade, concebida para sensibilizar e envolver cidadãos e organizações nos desafios ambientais contemporâneos.

O ciclo de conferências integra o programa “Plataforma Cidade”, desenvolvido a partir da exposição homónima que será inaugurada em novembro na Casa da Arquitetura, e surge num ano marcado pela celebração dos 50 anos do Poder Local em Portugal. Paralelamente, a Casa da Arquitetura e a Direção-Geral do Território formalizaram um Acordo Específico de Cooperação destinado a promover iniciativas conjuntas de investigação, divulgação e valorização da arquitetura, do património, do ordenamento do território, da paisagem e do ambiente, reforçando a colaboração institucional em torno dos desafios do desenvolvimento sustentável.

PUBLICIDADE
Arcol

NOTÍCIAS RELACIONADAS