Casa da Memória celebra 6º aniversário com “programação que convida à experiência”

A Casa da Memória assinala, no próximo dia 25 de abril, o seu 6º aniversário. O programa integra um conjunto de visitas orientadas, com entrada gratuita, que ajudam a compreender melhor a sua exposição.

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Com horários de início às 10h30, 11h30, 15h00 e 17h30, cada visita será única e uma excelente oportunidade para o público se (re)encontrar com os diferentes objetos, tempos e lugares extraordinários que habitam a Casa, num percurso desenhado à medida da curiosidade de cada um.

Para além das visitas, as famílias com crianças mais pequenas poderão, ainda, participar numa oficina de técnicas de impressão e estamparia em tecido, às 11h00, ou de doçaria, sob a orientação do Cor de Tangerina, às 14h00. Destaque, ainda, para a oficina teatral “Telefonia de abril”, de Tânia Cardoso e Rodrigo Crespo, às 11h30 e às 14h30, em torno da revolução que acabou a ditadura

Este dia será também o último para (re)visitar “Selva Coragem”, do Teatro do Frio, uma BIOinstalação construída com a comunidade, a partir de plantas emprestadas pelos habitantes locais, que inaugurou no passado mês de março. A propósito desta BIOinstalação, a partir das 16h00, o Teatro do Frio irá, ainda, disponibilizar a edição “Seiva”, uma publicação que mapeia participantes humanos e vegetais e a partir deles traça um mapa de potenciais derivas pedonais a partir do território de Guimarães. 

O Teatro Oficina também se junta à celebração do aniversário da Casa da Memória com a apresentação do seu projeto “anti-leituras” que, desde fevereiro, se realiza no Espaço Oficina, com encontros quinzenais para ler teatro em voz alta. Nesta sua deslocação à Casa, as anti-leituras do Teatro Oficina (17h00) comemoram abril e José Saramago, através da leitura da primeira peça de teatro que o autor escreveu. “A Noite”, escrita em 1979, passa-se precisamente na noite de 24 para 25 de abril de 1974. Tendo sido também ele jornalista, Saramago coloca a ação da peça numa redação de um jornal durante a noite que antecedeu a madrugada por que tantos esperavam. 

A música também vai fazer-se ouvir com dois concertos muito especiais. Às 16h00, sobem ao palco as Sopa de Pedra, um grupo de investigação musical composto por 10 mulheres que, juntas desde pequenas, criam e interpretam à capella arranjos originais da música popular portuguesa. O reportório inclui sobretudo música de transmissão oral das várias regiões portuguesas, estendendo-se dos cânticos mirandeses de Trás-os-Montes às baladas açorianas, das cantigas de adufeiras da Beira Baixa ao Cante alentejano, passando também pelo reportório de cantautores como Zeca Afonso, Amélia Muge, João Lóio ou grupos como Almanaque e GAC. Às 19h00, é a vez de Daniel Pereira Cristo explorar a variedade dos cordofones, melodias, ritmos e percussões tradicionais. Acompanhado pelas percussões de André NO, a bateria virtuosa de Mário Gonçalves, o baixo elétrico de David Estêvão, a guitarra irrepreensível de Rodrigo Peixoto, o acordeão do exímio João Ferreira e a bela voz de Catarina Silva, Daniel Pereira Cristo promove a pluralidade no mundo e o respeito intercultural, tendo como ponto de partida o autoconhecimento e o respeito pela nossa própria cultura, instrumentos e música milenares.

O evento contará com comes e bebes, entre as 12h00 e as 22h00.

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