CIAJG assinala 10 anos sob o mote “O Ritual do Encontro”
Programação arranca já este sábado, 5 de março.

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É sob o mote “O Ritual do Encontro” que o Centro Internacional das Artes José Guimarães (CIAJG) assinala os seus 10 anos de história. A programação, que arranca em março e se estende até maio, inclui conversas, exposições, performances, visitas, oficinas e workshops que contarão com artistas locais, nacionais e internacionais.

“Mais do que uma celebração, olhamos para estes 10 anos como uma excelente oportunidade de reflexão e de pensamento”, referiu Ricardo Freitas, diretor executivo d’A Oficina, aquando da conferência de imprensa de apresentação do programa.
Lembrando que as celebrações dos 10 anos do CIAJG assinalam também, simultaneamente, a data em que Guimarães se sagrou Capital Europeia da Cultura, Paulo Silva, vereador da Cultura, refere que é tempo de “refletir sobre o passado, presente e futuro, bem como o papel do museu, da arte e da cultura Guimarães”.
“Esta é uma programação que vai de encontro a vários tipos de público, principalmente de um público que já é assíduo do CIAJG, mas também que pode vir a conhecer aqui a criação contemporânea. Temos artistas nacionais, internacionais e locais, ou seja, uma programação muito variada que permite pensar nesse encontro no museu, que é o mote desta programação”, esclarece Marta Mestre, curadora-geral do CIAJG.
Encarando o museu como um espaço de visitação e de usos diversos, Marta Mestre explica ainda que o “CIAJG tem uma coleção riquíssima e essas ligações que fazemos com esses artistas contemporâneos permitem que este património seja continuamente renovado e olhado de maneira crítica e poética”.
E depois de completada esta primeira década, o CIAJG não esquece os projetos para o futuro que passam por “aprofundar ainda mais a existência no território, bem como aproximar-se das comunidades que o habitam, bem como a criação de programas que vão de encontro dos jovens, das crianças e dos mais velhos”.
“A missão do CIAJG é ser um espaço de confluência. Esse é o nosso esforço, é o nosso intento e é para isso que trabalhamos todos os dias. Julgo que os museus têm um papel muito fundamental nestes tempos que correm, que são tempos de intolerância, de racismo, de injustiças. Os museus são espaços onde se pode praticar a democracia e a cidadania”, acrescenta a responsável.
O arranque do programa comemorativo dos 10 anos do CIAJG acontece já este sábado, dia 5 de março, às 16h, com o músico, ativista e pensador Mario Lúcio (Cabo Verde) e a autora e professora Manuela Ribeiro Sanches (Portugal) como protagonistas da conversa intitulada “Depois das colonizações?”, primeiro passo do ciclo de conversas “Para um novo enredo de vozes”. Nesta data, a conversa (com entrada gratuita, até ao limite da lotação da sala) será precedida pela apresentação pública do programa artístico do museu, previsto para 2022.
Esta é a primeira conversa do ciclo de debates “Para um novo enredo de vozes” que reflete sobre o museu, a coleção e a cidade, visando pensar o museu na encruzilhada de um mundo dividido, olhar a coleção para além de um ponto de vista eurocentrado, e perspetivar o projeto cultural da cidade.





