Colheitas de sangue continuam a funcionar em tempo de pandemia

Perante algumas notícias que surgiram nos órgão de comunicação nacionais sobre a falta de sangue nos hospitais portugueses, o Mais Guimarães apurou que essa não é a realidade do Hospital Senhora da Oliveira. Além disso, as colheitas previstas pela Associação de Dadores Benévolos de Sangue de Guimarães continuam a acontecer, tomando as devidas precauções sanitárias.

Segundo o Instituto Português do Sangue e da Transplantação, citado pelo Correio da Manhã, o stock de sangue tipo B- já só chega para quatro dias e o de tipo 0-, A+ e A- só serve para responder a uma semana de necessidades hospitalares.

Ao Observador , Álvaro Beleza, diretor do serviço de sangue do Hospital Santa Maria, revela que as reservas de sangue estão em níveis mínimos no país. Os tipos de sangue onde as reservas são mais críticas são os A+, A- e O- com folga de 4 a 7 dias. “Vi o stock de sangue como nunca tinha visto”, afirma o médico.

No Hospital de Guimarães não há falta de sangue

Fonte do Hospital Senhora da Oliveira assegurou ao Mais Guimarães que esta não é a situação naquele hospital. ” Com menos cirurgias há também uma necessidade menor de sangue”, afirma a mesma fonte.

Neste momento as unidades móveis do Instituto Português do Sangue “porque nessas unidades não é possível assegurar o distanciamento entre as pessoas, por isso é que se tem de procurar espaços alternativos, e aí enfrentam dificuldades por causa do receio das instituições relativamente à cedência de espaço”, afirma Alberto Mota, presidente da Federação Portuguesa de Dadores Benévolos de Sangue. Esta pode ser uma das razões para a redução das reservas em alguns hospitais.

Só há um tipo de sangue com reservas para mais de dez dias a nível nacional

O banco de sangue é nacional, pelo que as trocas entre as várias unidades hospitalares é comum.

Uma consulta na página dador.pt, no dia 21 de janeiro, às 11h30, dá o seguinte retrato das reservas de sangue em Portugal:

O+ – reservas para quatro a sete dias;

O – – reservas até quatro dias;

A + – reservas até quatro dias;

A – – reservas para quatro a sete dias;

B + – reservas para quatro a sete dias;

B – – reservas para quatro a sete dias;

AB + – reservas para mais de dez dias;

AB – – reservas para sete a dez dias.

Instituto Português do Sangue e da Transplantação não atende os telefones

Um fator que pode contribuir para a falta de dádivas é o facto de os números de telefone do Instituto Português do Sangue e da Transplantação não estarem a funcionar. Algumas das linhas é como se estivessem desligadas, não ouve sequer o som de chamada.

A informação sobre onde dar que consta na página dador.pt é muito incompleta. O concelho de Guimarães não consta e se alargarmos a pesquisa a Braga, verificamos que não existe nenhum ponto de recolha assinalado no concelho, porém, o Hospital de Braga tem um banco de sangue a funcionar que está a fazer recolhas, preferencialmente com marcação prévia.

Em Guimarães pode dar sangue na Casa do Dador ou em várias recolhas pelo concelho

Em Guimarães o Hospital Senhora da Oliveira não tem um serviço dedicado à recolha de sangue. Os dadores vimaranenses podem dar sangue, na Casa do Dador, em Azurém, ou nas diversas recolhas organizadas pela Associação de Dadores Benévolos de Sangue de Guimarães.

Na casa do dador as colheitas são feitas todas as terças-feiras. A próxima iniciativa de colheita, no concelho de Guimarães, está marcada para domingo, dia 24 de janeiro, na Vila Nova de Infantas – das 9h às 12h30m.

A idade para ser dador é 18 anos, ter no mínimo 50 quilos e ser saudável. Antes da dádiva, deve tomar o pequeno-almoço, caso o processo seja realizado de manhã, ou esperar três horas se for após o almoço. A colheita consiste na recolha de cerca de 450 mililitros de sangue e não demora mais de 30 minutos.

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