CONCELHO SEM PEDREIRAS EM “SITUAÇÃO CRÍTICA”

De acordo com a lista elaborada pelo Governo, e que identificou 191 pedreiras em “situação crítica”, o concelho de Guimarães não tem nenhuma nesta situação. Apenas um caso, em Vila Nova de Famalicão, chega a interferir com população de freguesias vimaranenses.

A elaboração desta lista surge no seguimento do “Plano de Intervenção nas Pedreiras em Situação Crítica”, decretado pelo Ministério do Ambiente depois do acidente em Borba, onde morreram cinco pessoas. Também em Guimarães a situação das pedreiras está a ser seguida pelo município que, em novembro de 2018, anunciou um processo de monitorização que pretende incidir nas questões de segurança.

De entre quase 200 pedreiras sinalizadas pelo Ministério do Ambiente, apenas um caso, no concelho de Vila Nova de Famalicão, pode interferir diretamente com população vimaranense. A pedreira em causa situa-se na Curviã, encostando à União de Freguesias de Airão Santa Maria, Airão São João e Vermil. Ainda assim, é uma das que se encontra no grau “baixo” de prioridade de intervenção, sendo que há, acima, os graus “elevado” e “moderado”.

O Mais Guimarães já esteve neste local, em novembro, dando conta da preocupação da população local. Os fortes rebentamentos, as crateras com cerca de 100 metros de profundidade, águas de poços contaminadas e excesso de pó estão entre os principais problemas apontados. “Há aqui um planalto onde existem muitas explorações de pedra e transformação de pedra, existem crateras com perto de 100 metros de profundidade, com águas paradas que contaminam a água e há a situação de muitas casas terem sofrido abalos e estarem rachadas devido aos abalos”, afirmou Manuel Cunha, morador na zona envolvente, na altura.

Das 191 pedreiras que constam desta lista, 77 situam-se na região Norte do país.

 

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