Crianças do sexto ano viajam de pé nos autocarros por falta de lugares sentados

A denúncia parte de Francisco Ribeiro, residente em Souto Santa Maria e pai de uma menina de 11 anos, aluna do sexto ano no EB 2/3 de Briteiros. Na sexta-feira, dia 25 de setembro, a criança “teve que viajar de pé, porque quando entrou no autocarro não havia lugares sentados.”

Alguns quilómetros à frente, numa viagem que demora dez minutos de carro, o motorista do autocarro teve que fazer uma travagem mais brusca e vários dos alunos que iam de pé foram projetados ao longo do corredor da viatura. Nada de grave sucedeu, a filha de Francisco Ribeiro bateu com a anca num banco e ficou com algumas dores. “Mas foi um aviso, isto não pode continuar”, protesta o pai.

A situação segundo os pais é frequente e tinha já motivado uma notícia do Mais Guimarães.

Os pais questionam, não só o facto de as crianças serem transportadas sem respeito pelas normas de segurança rodoviária, mas também a impossibilidade de se manter o distanciamento social, “na época em que vivemos”, dentro dos autocarros.

“Os casos estão outras vez a aumentar, estamos a fazer distanciamento social na escola e o que é que adianta? Quando chegam ao autocarro vai tudo num molho”, questiona Francisco Ribeiro. “Os nossos filhos têm que viajar seguros, isto não pode continuar assim”, acrescenta.

Francisco Ribeiro afirma que vai falar com o presidente da Junta de Freguesia e com outros cujos filhos estão na mesma situação, para ponderar se vale a pena fazer outra queixa formal junto da Câmara Municipal de Guimarães.

Este acidente acontece numa altura em que os pais ainda aguardam resposta a uma carta enviada, no dia 18 de setembro, ao presidente da Câmara, à vereadora com o pelouro da Educação e ao presidente da Junta de Freguesia, a relatar este problema e a pedir a sua resolução.

©2020 MAIS GUIMARÃES - Super8

Fazer login com suas credenciais

Esqueceu sua senha?