CROA de Guimarães levou animais ao Parque da Cidade e registou sete adoções

Campanha de adoção juntou município e SPAG numa manhã de convívio. Só foram levados animais adultos, os que têm menos procura.

@ Mais Guimarães

O Parque da Cidade de Guimarães recebeu, no dia 17 de outubro, uma Campanha de Adoção promovida pelo Centro de Recolha Oficial (CRO), em colaboração com a Sociedade Protetora dos Animais de Guimarães (SPAG), integrada no mês de outubro, dedicado ao bem-estar animal. A iniciativa decorreu entre as 10h00 e as 13h00 e resultou em sete adoções. O formato foi pensado para ser descontraído. Em vez de procurarem os animais no canil, foram eles a aproximar-se das pessoas, que puderam pegar na trela, dar um passeio e conhecer a história de cada um. Todos os animais levados eram adultos, por opção. “Sabemos à partida que os cachorros têm muito mais procura”, explicou Guida Vieira e Brito, médica veterinária municipal. Os animais levados já estavam no CRO há algum tempo. Todos os que estão disponíveis para adoção estão vacinados, microchipados e desparasitados, e esterilizados a partir dos seis meses de idade.

Os números, porém, não foram o principal para a organização. Houve “muita adesão” e muitos interessados que vão visitar o CRO durante a semana. O Mais Guimarães esteve à conversa com a Dra. Guida Brito, com Sónia Monteiro, chefe da Divisão de Estrutura Verde e Biodiversidade (DEVB) da Câmara Municipal, e com Isabel Rodrigues, da SPAG, para perceber como foi esta iniciativa.

Momentos que ficaram do dia

Foi a Dra. Guida Brito quem contou algumas das histórias da manhã, que descreveu como momentos muito bonitos. Entre os animais que levaram, estavam dois irmãos, e só um foi adotado. O adotante prometeu voltar aos sábados para visitar o outro e acompanhar os passeios no CRO. Houve também a adoção de um cão a que a equipa chama o “fugitivo”. Tem um ótimo feitio, mas não podia estar em espaços abertos no CRO, porque tinha os seus truques para escapar, o que tornava a vida no centro complicada. Foi adotado nesta campanha, e uma das pessoas que o passeava com frequência ficou emocionada. A equipa também, admitiu a veterinária.

Acompanhamento, adoção responsável e cartões para cuidadores de colónias

Quanto à adoção, explicaram que a equipa vai acompanhar os adotantes, pedindo fotografias e notícias, e convida-os a juntar-se aos passeios de sábado de manhã no CRO. Guida Brito voltou a apelar a adoções responsáveis: “Não queremos adoções por impulso.” Já houve devoluções por falta de adaptação, de condições ou por alergias, e o animal fica “com aquela marca” de voltar para trás.  A campanha serviu ainda para entregar os primeiros cartões de cuidador de colónias de gatos, um reconhecimento que não existia antes. Foram entregues entre 30 e 40 cartões, que  servem para identificar os cuidadores que acompanham as colónias no âmbito do programa de Captura, Esterilização e Devolução (CED), e há muitos mais por entregar, já que nem todos os cuidadores puderam deslocar-se. “É um trabalho que iniciou hoje e vamos dar continuidade”, afirmou Sónia Monteiro.

A responsável sublinhou que o evento foi possível graças ao trabalho em equipa entre a veterinária municipal, o município e a SPAG, cujos voluntários são essenciais para estar com os animais e ajudam na divulgação, porque os conhecem bem. Sónia Monteiro falou também da situação do canil. O CRO tem cerca de 150 animais alojados, entre cães e gatos, e conta com as obras de ampliação concluídas e inauguradas. Está a ser ampliada a equipa técnica, e a responsável espera que o reforço melhore o funcionamento. O espaço está aberto a receber grupos.

Outubro, mês do animal para o município, tem um programa alargado para crianças, idosos, alunos do secundário e grupos de ATL, com visitas ao CRO. Para as crianças, foram escolhidos animais muito sociáveis, para que possam interagir sem problemas. O objetivo do CRO, notou, passa por promover a adoção, mas também por garantir que, enquanto estão lá, os animais sejam mimados e acarinhados.

Voluntários e comunidade

A SPAG, que celebra 15 anos a 11 de novembro, tem desde 2018 um protocolo com a Câmara para atuar no CRO. Todos os sábados de manhã, os seus voluntários retiram os animais dos canis para passear, conviver e serem fotografados, para ajudar na divulgação. Isabel Rodrigues, da SPAG, sublinhou que o grupo já não é só a associação. A SPAG apelou à comunidade por não ter capacidade para passear todos os animais, e as pessoas aderiram, levando famílias e amigos. “Primeiro estranha-se, depois entranha-se”, resumiu. Quem quiser ser voluntário pode contactar a SPAG pelas redes sociais, mas o primeiro passo é sempre o canil municipal. Quem não puder adotar pode passear os animais, ajudar na divulgação ou tirar fotografias.

Sónia Monteiro garantiu que o município quer, se possível, repetir a iniciativa, e que a próxima edição deverá decorrer num espaço abrigado, por causa do inverno. “Isto é um início de muitos outros que queremos vir a realizar”, disse.

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