Cross dos Conquistadores regressa a Guimarães com Campeonato Regional e estreia nova associação na organização
A terceira edição realiza-se a 31 de outubro, no Parque da Cidade Desportiva, e é a primeira prova organizada pela Associação Guimarães em Movimento.

@ Cross dos Conquistadores
O Cross dos Conquistadores está de volta a Guimarães para a terceira edição, marcada para sábado, 31 de outubro, durante a tarde, no Parque da Cidade Desportiva, em São Tiago de Candoso. A prova volta a integrar o Campeonato Regional de Corta-Mato Longo, o que faz esperar uma forte participação de atletas e clubes de toda a região. A primeira edição, em novembro de 2024, reuniu cerca de 750 atletas inscritos, de 55 clubes. Em 2025, a segunda edição ultrapassou os 300 inscritos, e mais de 70% dos participantes eram dos escalões jovens. Com o regresso do Campeonato Regional, a organização espera voltar a aproximar-se dos números da edição inaugural.
Primeira competição coletiva da época
O Cross dos Conquistadores deverá ser a primeira competição federada de caráter coletivo do calendário regional da nova época, com um primeiro confronto entre algumas das principais equipas do atletismo minhoto. A Team El Comandante apresenta-se como forte candidata aos lugares de pódio coletivos, no setor masculino e no feminino. Nos escalões de formação, a Escola de Atletismo Dulce Félix e o Núcleo de Atletismo das Taipas são dois dos projetos a acompanhar.
Associação Guimarães em Movimento estreia-se
A terceira edição marca também um novo capítulo. O evento será a primeira prova organizada pela recém-criada Associação Guimarães em Movimento (AGEM), em parceria com a Associação de Atletismo de Braga e com o apoio da Câmara Municipal de Guimarães. A associação nasce para promover a prática desportiva, dinamizar eventos e reforçar a ligação entre o desporto, a comunidade e o território. Para João Paulo Alves, fundador do evento e presidente da AGEM, esta edição tem um significado especial. “O Cross dos Conquistadores foi a primeira prova que organizei e, por isso, terá sempre um carinho muito especial para mim. É incrível pensarmos que estamos já a preparar a terceira edição! Faz todo o sentido que, depois da criação da Associação Guimarães em Movimento, esta seja também a primeira prova organizada pela associação. É um novo capítulo, mas com a mesma vontade de sempre: fazer crescer o atletismo em Guimarães”, afirma.
“Guimarães é um verdadeiro berço de campeões”
O responsável recorda a história da modalidade na cidade: “Guimarães é um verdadeiro berço de campeões. Basta olhar para a nossa história: os irmãos Castro, que dão nome à Pista de Atletismo Gémeos Castro, Aurora Cunha, Dulce Félix ou Ricardo Ribas, que, não sendo natural de Guimarães, escolheu esta terra para ficar e fazer parte da nossa história desportiva.”
E sublinha que o legado continua vivo, com uma nova geração onde se destacam Mónica Silva, Leonardo Oliveira, Sara Ferreira e Matilde Fernandes. “Muitos dos nossos grandes campeões começaram precisamente em provas como esta, nos corta-matos, entre a lama, a relva e os primeiros desafios. É essa tradição que queremos preservar e transmitir às novas gerações. Queremos que os nossos jovens tenham condições para praticar atletismo, competir, crescer e, acima de tudo, sonhar. Porque não sabemos onde estará o próximo campeão, mas sabemos que temos a responsabilidade de lhe dar a oportunidade de começar.”
Um palco com ambição internacional
O Parque da Cidade Desportiva, que integra a Pista Gémeos Castro, já foi palco de Campeonatos Nacionais de Corta-Mato. A organização quer consolidar o Cross dos Conquistadores como tradição anual, sem abdicar de ambições maiores. “Este é um local que já provou estar preparado para receber as maiores competições nacionais. Temos um espaço fantástico, boas infraestruturas e uma cidade com uma ligação muito forte ao atletismo. Queremos crescer de forma sustentada, edição após edição, mas acredito que temos condições para ambicionar mais. Gostava muito que, no futuro, conseguíssemos trazer a Guimarães uma grande competição internacional de corta-mato”, defende João Paulo Alves.





