DEPUTADO DO BE FALA DE UMA “CRISE SOCIAL” EM GUIMARÃES

Pedro Soares, deputado do Bloco de Esquerda, esteve esta segunda-feira em Guimarães, numa reunião com inquilinos do IHRU, para abordar questões relacionadas com o arrendamento urbano e políticas para habitação.

O deputado do Bloco de Esquerda (BE), Pedro Soares, esteve esta segunda-feira reunido com inquilinos do Instituto de Habitação e Reabilitação Urbana (IHRU), na Associação de Moradores do Bairro de S. Gonçalo. Pedro Soares abordou questões relacionadas com o arrendamento urbano e políticas para habitação.

Os moradores do IHRU dizem-se “’abandonados’” pelo Senhorio [Estado]”. Os moradores dos bairros de Guimarães – São Gonçalo, Senhora da Conceição e Gondar – colocaram uma ação em tribunal pedindo uma indeminização no valor de 30.000 euros por morador pelas melhorias efetuadas nas habitações e estão revoltados com a imposição do IHRU, desde de 2014, “sem direito a contestação”, dos aumentos “exorbitantes” das rendas que “passaram em alguns casos de 11 para 390 euros”.

A partir dessa data, os moradores decidiram depositar as rendas com o valor anterior aos aumentos na Caixa Geral do Depósitos, mas segundo os moradores, o IHRU colocou um processo contra os moradores, ameaçando com o despejo, caso não saldassem a dívida no prazo de 30 dias. As verbas exigidas variam entre 6.000 e 22.00 euros, visto que existe ainda uma penalização de 50% por penalização agravada. “Como estamos a depositar a renda na Caixa Geral do Depósitos enquanto decorre o processo em tribunal é ilegal tal exigência”, afirmou a Associação de Moradores.

Pedro Soares sublinha que esta ameaça a 236 moradores “cria uma situação de crise social grave em Guimarães”. “Esta atitude por parte do IHRU é incompreensível, porque os moradores depositaram as rendas na Caixa Geral do Depósitos e está à disposição para ser levantado. O IHRU insiste no pagamento de rendas segundo cálculos antigos, que já foram ultrapassados pela lei, com a agravante de pedir mais 50%, alegando um atraso nas rendas”, explicou.

Segundo o deputado, o cálculo da renda deixou de ser feito com base no rendimento ilíquido passando a ser feito pelo rendimento líquido. “Se houver alguma divergência relativamente a esse valor [disponível na Caixa Geral do Depósitos] e o que o IHRU pretende, acho que era necessário entrar processo de negociação com as associações de moradores para resolver o problema. Pedro Soares apelou ainda ao diálogo entre o IHRU e os moradores.

Saiba mais na edição impressa do Mais Guimarães de quarta-feira.

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