É Natal e, “só pelo fato de o ser, o mundo parece outro”

Por Eliseu Sampaio,
Diretor do grupo Mais Guimarães

O Natal chegou. Aquela época do ano pela qual a maioria de nós espera um ano inteiro. É um marco sagrado no nosso calendário.

Naturalmente, o natal não é hoje o mesmo que vivemos na infância, a altura da vida em que é vivido mais intensamente. Os nossos pais e avós dirão exatamente o mesmo. As coisas evoluem e não há mal algum nisso.

Poderemos, no entanto, reservar alguma atenção e preocupação para uma perda dos valores basilares do natal, como o sentimento de pertença a uma família, a uma comunidade e, com isso, à constante preocupação com o bem estar do outro, mais ou menos próximo.

É Natal e, “só pelo fato de o ser, o mundo parece outro. Auroreal e mágico”, já dizia Miguel Torga em “Lindos dias de Natal”, um texto que vale a pena replicar, embora revelando vivências de outra época: “O homem necessita cada vez mais destas datas sagradas. Para reencontrar a santidade da vida, deixar vir à tona impulsos religiosos profundos, comer e beber ritualmente, dar e receber presentes, sentir que tem família e amigos e se ver transfigurado nas ruas por onde habitualmente caminha rasteiro. São dias em que estamos em graça, contentes de corpo e lavados de alma, ricos de todos os dons que podem advir de uma comunhão íntima e simultânea com as forças benéficas da Terra e do céu. Dons capazes de fazer nascer num estábulo, miraculosamente, sem pai carnal, um Deus de amor e perdão, contra os mais pertinentes argumentos da razão”.

A equipa Mais Guimarães deseja-lhe um Natal Feliz!

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