Estacionamento periférico com shuttle para a cidade: Eis a proposta da JpG

Bruno Fernandes apresentou esta terça-feira, 24 de agosto, as propostas da Coligação Juntos por Guimarães (JpG) para a mobilidade urbana e acessibilidades, um “projeto alternativo que tem como foco as pessoas e a resolução dos seus problemas”. Este quarto eixo é, para a coligação, “um dos principais problemas que afeta os cidadãos e o concelho”, sendo “fundamental” para o desenvolvimento do mesmo.

O candidato à Câmara Municipal pela coligação JpG afirma que “Guimarães não foi capaz de resolver os seus principais problemas de mobilidade dentro do concelho e do concelho para com os centros de mobilidade regionais” e apresenta, assim, um projeto que afirma ser “realista, que está estudado” e com propostas “exequíveis nos próximos dois mandatos”.




Interligar o concelho e promover a coesão territorial, melhorando as acessibilidades entre a cidade e as vilas, é uma proposta que, apesar de atualizada, já vem de 2013. “Todos os vimaranenses têm consciência que há problemas de fundo há muitos anos, não foi por falta de propostas e discussão”, disse o candidato pela JpG. A proposta do partido é que se possa “requalificar os principais eixos de ligação da cidade a quatro pontos fundamentais”: S. Torcato, Caldelas, Ronfe e Moreira de Cónegos. Zonas servidas por estradas nacionais e que poderão ter “corredores exclusivos para transportes públicos e ciclovia, sempre que for possível”, permitindo, assim, que “da cidade às vilas se eliminem constrangimentos e pontos negros de trânsito”.

A coligação quer também garantir a ligação à ferrovia, reforçando a ideia da linha de alta velocidade que permitirá “uma ligação rápida entre Guimarães e o Porto”. Para Bruno Fernandes, a cidade não pode ficar “arredado deste projeto fundamental”.

O candidato retomou uma proposta para “aproximar a zona noroeste do concelho dos principais eixos regionais”, apresentando uma ligação de acesso à autoestrada na zona de Brito e Taipas. Uma proposta que é “fundamental a vários níveis”.




“Tentar que a cidade seja o mais pedonal possível”

“Valorizar o património e melhorar a fruição cultural, comercial e turística do centro histórico” foi um eixo apresentado como “a cidade que caminha” e uma forma de “olhar para dentro da cidade”. A coligação acredita que “a cidade está com mais trânsito” e, por isso, é necessário, “progressivamente, retirar os carros das cidades” e fazer com que “os carros que vêm à cidade sejam carros que têm uma preocupação ambiental”.

Neste sentido, Bruno Fernandes insiste na necessidade de uma rede de transportes públicos e uma estratégia de parques de estacionamento. Apresenta, assim, parques na periferia da cidade, “alguns existentes e outros a criar”, que seriam reforçados com a criação de uma rede de transportes públicos que realizam o percurso dos parques de estacionamento periféricos para vários pontos da cidade.

A mobilidade ativa é outra das propostas da coligação, ampliando a rede ciclável e fazer com que as ciclovias continuem a ser usadas por lazer, mas fazer também com que “a bicicleta seja utilizada como meio de transporte”. “Aquilo que falta a Guimarães é que as ciclovias não sejam pistas de cicloturismo, sejam vias cicláveis que permitam que um cidadão venha à cidade”, frisou Bruno Fernandes.




Promover o uso do transporte coletivo é reforçado por um “verdadeiro serviço público de transportes que garante uma mobilidade eficaz em todo o concelho”. Horários alargados, cobertura concelhia, e transporte gratuito são alguns dos incentivos da JpG.

A coligação promete ainda postos de carregamento em todo o concelho, cobrindo todas as freguesias e com pelo menos um posto de carregamento rápido em cada vila.

No que diz respeito às acessibilidades, Bruno Fernandes quer “resolver estrangulamentos” e apresenta soluções para que “a cidade deixe de ser massificada”. Assim, a coligação JpG apresenta a ligação da rotunda do Reboto à cidade desportiva e a Selho S. Jorge, uma saída na variante de Creixomil dedicada ao Multiusos e outra ao Hospital de Guimarães, o desnivelamento da rotunda do Salgueiral, uma ligação entre a saída sul da autoestrada e a avenida D. João IV, bem como à academia de ginástica, e requalificar a estrada que liga Selho S. Jorge a Serzedelo e Guardizela.

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