Festival Extremo: Guimarães e Braga unidos de novo pela Cultura
O Festival Extremo regressa à Falperra no próximo dia 18 de julho com uma programação que cruza música, arte contemporânea e sustentabilidade, reforçando a ligação ao programa da Guimarães 2026 Capital Verde Europeia. A decorrer na zona fronteiriça entre os concelhos de Guimarães e Braga, o evento promove iniciativas que incentivam a mobilidade sustentável e a sensibilização ambiental através da criação artística.

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Uma das principais medidas passa pela aposta no transporte coletivo. Em parceria com os Transportes Urbanos de Braga (TUB) e a Transportes Vale do Ave (TVA), o festival disponibiliza ligações regulares entre Guimarães e a vila das Taipas, bem como entre Braga e a Falperra. As viagens têm um custo simbólico de um euro, incluindo ida e volta, com horários reforçados entre as 05h00 e as 02h00 da madrugada seguinte, ajustados ao programa do evento.
Durante as deslocações, os passageiros poderão ouvir a instalação sonora Trajetos Comunicantes, concebida por Luís Pinto, investigador e comunicador de ciência da Universidade do Minho. A obra, construída a partir de gravações de campo realizadas na Falperra, propõe um intercâmbio de paisagens sonoras entre Braga e Guimarães: quem parte de Guimarães escutará sons de Braga, enquanto os passageiros oriundos de Braga ouvirão registos sonoros de Guimarães.
A programação inclui ainda a estreia de Habitat, uma instalação sonora criada pelos artistas Adriana Sá e John Klima especialmente para o Extremo 2026. Baseada em gravações realizadas nos montes envolventes da Falperra, a obra será difundida através de dez altifalantes distribuídos pelo recinto, criando uma experiência imersiva e em permanente transformação. A instalação será ativada às 12h00.
Na vertente participativa, a investigadora Ana Pereira dinamiza a “Oficina de Biomateriais”, dedicada à criação de materiais biodegradáveis a partir de ingredientes simples e resíduos orgânicos, explorando a relação entre ciência, arte e sustentabilidade. A atividade realiza-se às 15h00, no Parque de Merendas da Falperra, e já se encontra com lotação esgotada.
De entrada gratuita, o Festival Extremo decorre ao longo de mais de 20 horas, entre o nascer do sol de 18 de julho e a madrugada do dia seguinte. O programa reúne concertos, performances, instalações site-specific, oficinas e uma caminhada, contando com a participação de artistas como Alessandro Cortini, Valentina Magaletti, Pedro Augusto, Debit, Shane Parish e Calcutá, entre outros.
O Extremo integra o legado da Braga 25 – Capital Portuguesa da Cultura 2025 e conta com o apoio dos municípios de Braga e Guimarães, bem como da Guimarães 2026 – Capital Verde Europeia. A curadoria do festival está a cargo da Capivara Azul – Associação Cultural.





