Flávio Freitas critica decisão de não dar a palavra ao presidente da Junta de Gondar

O vereador do PS na Câmara Municipal de Guimarães, Flávio Freitas, criticou na reunião do executivo desta segunda-feira, 06 de julho, a decisão de não dar a palavra ao presidente da Junta de Freguesia de Gondar, Agostinho Faria, durante a cerimónia de inauguração da requalificação do Bairro da Emboladoura, realizada a 24 de junho, considerando que a opção representou uma "falta de respeito" pelo trabalho desenvolvido pelo autarca ao longo dos últimos anos.

© Rodrigo Marques / Mais Guimarães

Flávio Freitas, em declarações aos jornalistas no final da sessão, recordou que a requalificação do bairro resultou de “um processo iniciado há cerca de uma década” e que, durante todo o processo, Agostinho Faria manteve um acompanhamento permanente junto dos moradores.

“Estranhámos e considerámos um desrespeito com a comunidade de Gondar que, num ato de tamanho significado simbólico para o bairro e para a freguesia, não tenha sido dada a palavra ao presidente da Junta de Freguesia de Gondar”, afirmou o vereador.

Flávio Freitas reforçou que a crítica não tem qualquer motivação partidária, mas prende-se com o respeito institucional devido aos presidentes de junta. “Não é por ser presidente do Partido Socialista, é por ser presidente de Junta. Não estamos a falar de partidos, estamos a falar de presidentes de Junta, de homens da comunidade e especialmente este homem que teve um trabalho ao longo dos últimos dez anos, ou dos últimos oito anos, preponderante para que se fizesse aquela inauguração”, afirmou.

O socialista afirmou que ficou esclarecido durante a reunião que a ausência de intervenção do autarca resultou de uma decisão assumida pelo presidente da Câmara, considerando essa opção incompreensível. “Não conseguimos entender como é que, na vinda de um ministro do Estado, em que está o nosso presidente da Câmara, o presidente de Junta não tem direito à palavra. Não dá para perceber.”

Na resposta, o presidente da Câmara, Ricardo Araújo, desvalorizou a polémica e defendeu que o mais importante foi a concretização da requalificação do Bairro da Emboladoura.

“Eu foco-me naquilo que dali resultou. E para mim o principal foi a reabilitação do Bairro da Emboladoura, que era uma ambição antiga para os vimaranenses e, particularmente, para aqueles que ali vivem”, afirmou. “Isso é o mais importante e o mais relevante, e não tanto quem aparece depois na fotografia”, acrescentou.

Ricardo Araújo explicou ainda que a cerimónia protocolar foi organizada tendo em conta que a obra era, do ponto de vista administrativo e financeiro, da responsabilidade do Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana, contando igualmente com a presença de um ministro da República. Neste ponto, Ricardo Araújo lembrou que “o próprio representante do IRHU, entidade nacional que financiou a obra, não discursou na sua inauguração”. “Podia ser de outra forma? Podia”, assumiu o presidente da Câmara, acrescentando que as cerimónias protocolares poderão sofrer alterações tendo em conta as suas particularidades.

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