Grã Ordem Afonsina quer pôr Guimarães já a pensar nos 900 anos de Portugal

Encontro com o presidente da Câmara Municipal aconteceu na sexta-feira, dia 14, e serviu de apresentação dos novos corpos sociais e para a exposição dos projetos que esta associação, criada em 2019, pretende desenvolver, sobretudo relacionados com as comemorações do 24 de junho, o “Dia em que Portugal faz anos!”.

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Para Florentino Cardoso, atual presidente da Grã Ordem Afonsina é importante que o município intensifique os seus esforços no sentido de Guimarães ver “consagrado” o 24 de junho como Dia de Portugal, e feriado nacional, “visto ser este o dia mais indicado para tal consagração no calendário histórico de Portugal”, refere o responsável. 

Uma posição que, segundo o presidente da direção, surge na sequência da que é, atualmente, a principal atividade da Grã Ordem Afonsina, de “desenvolver todas as ações necessárias para o reconhecimento do dia 24 de junho de 1128 como o dia da Fundação de Portugal e, ao longo dos anos que faltam para a ocorrência dos 900 anos dessa efeméride, preparar as respetivas comemorações, com o envolvimento do maior número de instituições políticas e culturais, locais, regionais, nacionais e dos Países de Língua Oficial Portuguesa”.

Para Florentino Cardoso “apesar de ser um facto histórico incontestável que a batalha de S. Mamede aconteceu em Guimarães no dia 24 de junho de 1128, a verdade é que este dia ainda não foi oficialmente reconhecido como o dia em que Portugal alcançou a sua independência, tanto no plano histórico, como no plano político”.

Florentino Cardoso acrescenta que, faltando menos de sete anos para 2028, ano em que completarão nove séculos desta “gloriosa ocorrência, não sentimos os portugueses conscientes desta realidade histórica, nem os nossos governantes nacionais sensibilizados para a comemoração de uma efeméride que fará morrer de inveja qualquer Estado ou Nação”. 

As comemorações devem ter a Cidade de Guimarães como epicentro, mas com celebrações alargadas a todo o país e ao mundo lusófono, defende a associação. “É à cidade de Guimarães que assiste o direito e o dever de promover a Comemoração do IX Centenário da Batalha de S. Mamede, e da Fundação de Portugal, a ocorrer no ano de 2028”.

Domingos Bragança, presidente da Câmara Municipal, defende que o município tem feito muito trabalho de sensibilização para a importância da batalha de S.Mamede, o “Dia Um de Portugal”, da “Primeira tarde Portuguesa”, e que quanto a esse acontecimento ter sucedido em Guimarães e ter essa importância “ninguém tem dúvidas”. Domingos Bragança concordou também ser necessário começar a pensar e a trabalhar nas comemorações dos 900 anos da Batalha de S.Mamede.

André Veríssimo, presidente da Assembleia Geral da Grã Ordem Afonsina, interveio também no encontro, reforçando o interesse na colaboração e cooperação institucionais de modo a se associarem ainda personalidades e instituições públicas e privadas, associações culturais e demais “forças vivas” de Guimarães, de Portugal e do Espaço Lusófono, com vista a “estruturar e implementar em Guimarães o grande farol da cultura lusíada”.

Orgãos sociais da Grã Ordem Afonsina

A Grã Ordem Afonsina, cujos membros reuniram no passado dia 30 de abril para a eleição dos novos corpos dirigentes, ficou constituída da seguinte forma:

MESA DA ASSEMBLEIA GERAL

Presidente: Mário André Pereira Veríssimo. Rui Manuel Sá Queirós e Rui Porfírio Lopes da Silva 

DIREÇÃO

Presidente: Florentino Armando Faria Cardoso 

Vice-Presidentes: Maria Albertina do Amaral; Hermenegildo Moreira da Encarnação; Armindo Nuno Costa Ferreira; Rui Alberto da Rocha Antunes Viana; José Luís da Costa Mendes Ribeiro; Abel Alexandre Machado Cardoso; André Peixoto Abreu Borring; Marco Paulo Ribeiro da Silva; Eliseu de Jesus Neto Sampaio e Márcio Ricardo Ferreira Fernandes

CONSELHO FISCAL

Presidente: Luciano Veiga Baltar. Carlos de Faria Malheiro Rodrigues e José Joaquim Vilela Borges

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