Gualterianas em formato alternativo

As multidões não se deverão repetir em 2020.[Foto:CMG]

Num ano atípico, para a Câmara Municipal de Guimarães e para “A Oficina” era, mesmo assim, importante assinalar , nem que fosse de forma simbólica as Festas Gualterianas. “Será uma ruptura com a tradição por questões sanitárias”, reconhece Adelina Paula Pinto.

A vereadora explicou, durante a apresentação das Festas Gualterianas, que decorreu na terça-feira, dia 07 de junho, que a Associação Artística da Marcha Gualteriana propôs à Câmara a realização de uma exposição evocativa do do que tem sido a Marcha Gualteriana “enquanto símbolo icónico das Festas Gualterianas” e é isso que vai acontecer no jardim da Alameda. Uma exposição lembrando o trabalho dos obreiros da Marcha, “que muito nos orgulham”, nas palavras da vereadora. Aquilo que se pretende destas Gualterianas é que, por um lado, não se deixe de celebrar São Gualter e a cidade, “mas também que seja a oportunidade de alguma reflexão, de dar um passo atrás, no sentido de perceber, daquilo que foi feito, o que correu bem, o que correu menos bem…” A maior parte das pessoas nunca têm a oportunidade de ver as peças que agora serão expostas senão em cima dos carros alegóricos que passam momentaneamente, no meio da multidão. Aqui vai ser possível um outro olhar sobre estes objetos. Adelina Paula Pinto salienta “a qualidade, o pormenor” destas peças que não são apreciáveis ao detalhe durante a Marcha.

A vereadora lembrou ainda o “call” feito aos artistas vimaranenses para pensarem novas formas de olhar e participar nas Gualterianas, mantendo uma relação com a tradição. “Esperamos ter cinco projetos que nos vão ajudar neste fim de semana”. Além disso, acrescentou ainda Adelina Paula Pinto, há uma parceria com a Venerável Ordem de São Francisco, para que a imagem do santo fique exposta e possa ser venerada na Alameda.

Domingos Bragança deu uma palavra de tranquilidade relativamente à segurança, assegurando que “adequaremos sempre a situação, dia a dia, em função daquilo que soubermos sobre a pandemia, para nós primeiro está a defesa da saúde pública e teremos sempre isso em conta, num diálogo constante com as autoridades de saúde.

José Pontes revelou que está em curso a preparação dos objetos que farão parte de uma exposição que estará patente ao público no jardim da Alameda. São artigos relacionados com a Marcha que estão depositados na Casa da Marcha e que o público normalmente não tem oportunidade de ver, ou que vê de outro ângulo. Alguns deste artigos estão a ser recuperados, explicou o obreiro da Marcha. Outra atração apresentada por José Pontes, é o carro alegórico alusivo ao centenário do nascimento de Amália Rodrigues. Este carro circulará pelas ruas da cidade, durante os dias das Festas (entre sexta-feira, 31 de julho e segunda-feira, 03 de agosto). O carro Amália Rodrigues invocará o fado de Coimbra e o fado de Lisboa e os horários de passagem e percursos serão oportunamente divulgados.

Domingos Bragança lembrou a importância de, neste ano de grandes dificuldades, “não perdermos a nossa memória”, e sublinhou que em momentos como este “sobressai a imaginação e a criatividade que fica a marcar depois para memória futura”.    As Festas Gualterianas, realizam-se em Guimarães desde 1906, sempre no primeiro fim de semana de agosto, embora só tenham adoptado este nome a partir de em 1932. Ao longo destes 114 anos a Marcha não saiu por ocasião da Grande Guerra e novamente em 1925 e, nos anos trinta, entre 1934 e 1937.

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