Guimarães terminou 2020 com mais 18,8% de desempregados

Guimarães terminou o ano de 2020 com menos desempregados inscritos no IEFP (6.687) do que em novembro (6.594), ainda assim, havia mais 18,8% registos que em dezembro de 2019, no concelho. No país, o total de desempregados registados também foi superior ao verificado no mesmo mês de 2019 – mais 29,6% – , mas no caso nacional o desemprego também subiu em dezembro face ao mês anterior, mais 1%.

Foto: DR

No concelho de Guimarães, o ano de 2020 até começou com uma descida do desemprego, entre o mês de janeiro e fevereiro: de 5.841 para 5.770. Ainda em fevereiro, a curva inverteu-se dramaticamente, contavam-se já 6.166 inscritos à procura de trabalho, nesse mês, no Centro de Emprego de Guimarães.

Este crescimento dos desempregados, a partir do segundo mês do ano, aconteceu em quase todos os concelhos vizinhos: Famalicão (3.510 para 4.136), Braga (6.020 para 6.495), Santo Tirso (2.377 para 2.549), Fafe (1.912 para 2.139), Felgueiras (1.848 para 2.098) e Vizela (797 para 958). A exceção foi a Póvoa de Lanhoso, onde houve um aumento entre janeiro e fevereiro (770 para 803) e depois voltou a diminuir, em março, para 756.

Os números da Região Norte e do país acompanharam esta tendência. No Norte havia 125.571 desempregados inscritos nos centros do IEFP, em fevereiro tinham baixado para 124.337 e voltaram a subir, para os 134.578, em Março. Em Portugal continental, havia 297.931 registos nos Centros de Emprego, no primeiro mês de 2020, diminuíram para 293.016 em fevereiro e aumentaram, em Março, para 321.164.

O mês em que o desemprego atingiu o valor mais elevado, a avaliar pelos registos de desempregados do IEFP, em Guimarães, foi Setembro (7.337).

A grande maioria dos concelhos que fazem fronteira com Guimarães atingiram os valores de desempregados mais elevados na primeira metade do ano: Famalicão em maio (5.027), Braga em junho e julho (7.754), Santo Tirso em maio (2.987), Fafe em abril (2.432) e Vizela em abril (1.106). Além de Guimarães, o outro concelho da região que teve o pico do desemprego na segunda metade do ano foi Felgueiras, onde o maior número de desempregados foi registado em outubro (2.755).

Na Região Norte, o número de desempregados mais elevado foi registado em agosto (158.013), contudo, em maio já tinha havido um registo muito alto (156.260), a que se seguiu uma diminuição em junho e julho (para 153.548 e 154.667).

Em Portugal continental, em 2020, o número de desempregados inscritos nos Centros de Emprego registou o valor mais alto em maio (384.504). Este valor manteve-se elevado até setembro, altura em que se contavam 383.894. É a partir de outubro que se assiste a uma descida consistente do número de desempregados, na contagem global do território continental, chegados a dezembro, havia 375.510.

Fonte: IEFP

Em Guimarães, o primeiro mês do ano de 2020, quando comparado com o mês homologo de 2019, apresenta uma ligeira variação de mais 1% de desempregados inscritos no IEFP (de 5.782 para 5.841). Mas, logo em março de 2020, a comparação com o mesmo mês de 2019 apresentava uma variação de mais 8,6% de desempregados no concelho. Note-se que as medidas mais duras de combate à pandemia começaram a ser implementadas a partir do meio do mês de março: as escolas encerraram as 16 de março e o primeiro estado de emergência foi decretado a 18 de março.

O total de desempregados registados no país, em dezembro de 2020, foi superior ao verificado no mesmo mês de 2019, mais 29,6% ( mais 91.772).

A Região Norte terminou o ano de 2020 com mais 21,8% de desempregados que no mês de dezembro de 2019 (mais 26.939). Braga termina o ano de 2020 com mais 6,7% de inscritos no IEFP à procura de emprego que em dezembro de 2019 (mais 450). Famalicão tem números mais preocupantes, com mais 26,8% de registos de desempregados em dezembro de 2020 face ao mês homologo de 2019.

Guimarães terminou o ano de 2020 com números piores que Braga mas melhores que Famalicão, a Região Norte e o país.

No mês de setembro de 2020, aquele em que se registaram mais desempregados em Guimarães, havia mais 28,9% que no mês homologo de 2019. O ano acabou por fechar com uma variação de mais 18,8% de desempregados, no concelho, face a dezembro do 2019 (mais 1.048).

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