HSOG alcançou o “Bom” mas quer “lutar por patamar ainda mais elevado”

O Hospital da Senhora da Oliveira (HSOG) continua a alcançar destaque a nível nacional. A unidade hospitalar obteve a certificação nível Bom para todo o hospital, tornando-se assim o terceiro hospital público do Serviço Nacional de Saúde com essa distinção.

© Eliseu Sampaio / Mais Guimarães

A certificação global do hospital pelo Modelo de Certificação do Ministério da Saúde (ACSA) da Direção Geral de Saúde acontece após o Conselho de Administração do HSOG ter submetido, em 2019, uma candidatura, validada este mês depois de uma visita por parte da DGS. A cerimónia de entrega da certificação decorreu esta segunda-feira, nas instalações do HSOG.

Para Henrique Capelas, presidente do conselho de administração do HOSG, a classificação obtida tem “um duplo significado”. Apesar da qualidade ser certificada diariamente pelos utentes que afluem ao hospital, “é um motivo de orgulho vermos a nossa qualidade reconhecida por uma entidade independente”, destacou o responsável.

Henrique Capelas sublinha que “este resultado foi o culminar de três anos de trabalho árduo, que se verificou em todos os segmentos, serviços e profissionais do hospital e que levou ao melhoramento de processos, procedimentos e atuações”.

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Acima do nível Bom, está o nível Ótimo e Excelente. São patamares que desejam alcançar nas próximas auditorias, que acontecem já daqui a dois anos e meio. Este “é apenas o início de uma nova fase”, mas está nos planos “lutar por um patamar ainda mais elevado. Existem ainda áreas a melhorar, como é o caso da procriação medica assistida e doenças lisossomais de sobrecarga”, apontou.

Não há dúvidas que a melhoria dos serviços “exigiu dos profissionais um sacrifício acrescido” uma vez que “estavam habituados a trabalhar outro manual referencial muito distinto”, explicou Ana Santos, responsável do projeto de certificação do HSOG. “Foi um trabalho do qual todos os profissionais se devem orgulhar porque foi um trabalho exemplar”, acrescentou, salvaguardando que “sem o apoio da administração, alcançar o objetivo não teia sido possível”.

Além de ser o terceiro hospital a obter a certificação, Ana Santos enaltece a conquista explicando que “a certificação foi obtida em apenas dois anos e meio, decorridos em contexto pandémico”.

Laura Marques, coordenadora do projeto de certificação ACSA do ministério da saúde, começou por saudar o trabalho dos profissionais e fez saber que, durante o processo, “foram detetados vários pontos fortes do hospital”. O modelo de formação clínica, a aposta no aumento do investimento da cirurgia de ambulatório, a hospitalização domiciliária, o reforço da ligação com a Universidade do Minho, o reforço do espírito de equipa profissional e o desenvolvimento das suas competências foram os destaques apontados pela representante.

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