Hugo Ribeiro: “Taipas Termal é um exemplo de má gestão e um sorvedouro de dinheiro público”
Taipas Termal conta atualmente com um passivo de cinco milhões de euros.

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“A Taipas Termal é um exemplo de má gestão e um sorvedouro de dinheiro público”, referiu o vereador Hugo Ribeiro, eleito pela coligação Juntos por Guimarães, na reunião do executivo municipal desta quinta-feira. A declaração surge no seguimento do contrato-programa que prevê a atribuição de cerca de 500 mil euros àquela cooperativa, por parte do município.

Lembrando o atual passivo de cinco milhões de euros da Taipas Termal, Hugo Ribeiro questionou Domingos Bragança sobre a posição do tribunal de contas face àquilo que considera como uma “engenharia financeira” que o município pretende executar para aliviar os problemas financeiros da cooperativa.
Refira-se que a Câmara Municipal pretende adquirir o prédio urbano situado na Alameda Rosas Guimarães, no qual, para além de outros equipamentos, o restaurante e parque de campismo, está edificado o polidesportivo, pelo valor de dois milhões de euros.
Além disto, Hugo Ribeiro demonstrou fortes preocupações com a lucratividade da cooperativa, uma vez que grande parte da receita é proveniente da clínica de saúde, que recentemente perdeu “um profissional de saúde de referência”.
Sofia Ferreira, vereadora socialista, adiantou que “o processo está a decorrer” e que o município se encontra, atualmente, a remeter ao tribunal de contas todas as informações e documentos solicitados.
Já Domingos Bragança negou que a situação se trate de uma “engenharia financeira” e admitiu ainda que “a Câmara tem outras soluções que já estão a ser equacionadas”, caso o tribunal de Contas chumbe a proposta.
Relativamente à alegada “influência dominante sobre a régie cooperativa”, denunciada pelo vereador social-democrata, Domingos Bragança reconhece que a “entidade pública tem sempre uma posição dominante”, mas isso não significa que os “órgãos sociais não trabalhem, uma vez que existe uma direção, um conselho fiscal e uma assembleia geral”.
Para o edil vimaranense, “adquirir é a única forma de reverter” aquilo que deveria ter sido “um investimento municipal e não cooperativo” na construção do polidesportivo que, atualmente, faz vendas anuais na ordem dos 800 euros.
Além disto, recorda que os cerca de 480 mil euros do contrato-programa “não servem para resolver problemas sociais, mas para a realização dos preços sociais”, ou seja, um ajuste entre o preço de mercado face ao preço praticado.
Hugo Ribeiro frisa ainda a necessidade de “perceber exatamente quais são as tarifas que são praticadas no setor privado”. “Dada a circunstância de dificuldades financeiras gritantes, é óbvio que este dinheiro se encontra a subsidiar” a Taipas Turitermas, concluiu Hugo Ribeiro.





