HÚMUS 2026: 10º edição do Festival Literário traz seis dias de literatura, debates e encontros
O HÚMUS – Festival Literário de Guimarães regressa entre 7 e 12 de março de 2026 para a sua 10.ª edição, prometendo transformar a cidade num verdadeiro território de palavras, ideias e encontros. Ao longo de seis dias, o festival reúne autores, leitores e público em geral num programa que inclui apresentações de livros, debates, conversas, oficinas e atividades para diferentes públicos.

© Turismo Guimarães
A iniciativa, organizada pela Biblioteca Municipal Raul Brandão, terá como palco principal o Pequeno Auditório do Centro Cultural Vila Flor, mantendo a ligação identitária à biblioteca e reforçando a ambição de ampliar públicos e dinâmicas culturais.
Sob o lema inspirado numa frase de Raul Brandão, “E ainda o que nos vale são as palavras, para termos a que nos agarrar”, a edição de 2026 coloca novamente a literatura no centro do encontro entre autores e leitores, afirmando-se como um espaço de reflexão, criação e partilha cultural.
Programa reúne autores nacionais, debates e conversas
A programação arranca neste sábado, 7 de março, às 10h00, com a apresentação do livro “O Baloiço” e sessão de histórias com Catarina Pedro e Carlo Giovanni. Às 11h00 decorre o espetáculo Musicanto, por Maria Inês Graça.
Durante a tarde, às 15h00, Ricardo Guimarães apresenta o livro “Elogio da Insanidade”, seguindo-se às 16h00 uma palestra dedicada à obra de Raul Brandão. O dia continua com duas mesas de debate: Mesa de Debate I, às 17h00, com M. G. Ferrey e M. F. Gama, moderada por Rita da Nova; Mesa de Debate II, às 18h00, com Itamar Vieira Junior e Ondjaki, moderada por Maria João Costa.
A noite encerra às 21h30 com uma conversa musicada com Mafalda Veiga e Manuel de Oliveira, moderada por Sara Otto Coelho.
Neste domingo, 8 de março, o festival retoma às 10h00 com o espetáculo Musicanto, novamente por Maria Inês Graça, seguindo-se às 11h00 nova apresentação de “O Baloiço”. Ao meio-dia realiza-se uma oficina infantojuvenil orientada por Carlo Giovanni.
Durante a tarde decorrem vários momentos de conversa e reflexão: 15h00 – Mesa de Debate III, com Patrícia Reis e Maria João Lopo de Carvalho, moderada por Maria João Costa; 16h00 – Entrevista de Vida com Rodrigo Guedes de Carvalho, moderada por Sérgio Almeida; 17h00 – Conversa com Hugo Van Der Ding, também moderada por Sérgio Almeida.
Conversas noturnas e autores locais durante a semana
A programação prolonga-se ao longo da semana com sessões noturnas dedicadas a autores convidados e criadores locais:
9 de março, 21h00 – Conversa com Valter Hugo Mãe, moderada por Sérgio Almeida; 10 de março, 21h00 – Sessões de autores locais com Carlos Guimarães e Rodrigo Areias; 11 de março, 21h00 – Sessões com Eduardo Brito, Tiago Simães e Marta Silva (Miss Coquette); 12 de março, 21h00 – Sessões com Ludgero Almeida, Max Fernandes e Pedro Bastos.
No dia 11 de março, às 10h00, está ainda prevista uma sessão com alunos, conduzida por Raquel Patriarca, reforçando a dimensão educativa do festival.
Um festival para leitores de todas as idades
O programa inclui também programação infantojuvenil, encontros com autores, oficinas de escrita e atividades de mediação de leitura dirigidas às escolas e famílias. Entre as iniciativas paralelas destaca-se ainda uma mini Feira do Livro, instalada no hall do Pequeno Auditório do Vila Flor, que envolverá livreiros locais e pretende reforçar o contacto direto entre leitores, autores e o mercado editorial.
Entre os convidados desta edição encontram-se nomes de diferentes áreas culturais e gerações, como Hugo van der Ding, Itamar Vieira Junior, Patrícia Reis, Maria Francisca Gama, Rita da Nova, Maria João Lopo de Carvalho e Rodrigo Guedes de Carvalho, num programa que cruza literatura, jornalismo, artes visuais e pensamento contemporâneo.
Uma edição de transição para o futuro do festival
Segundo Isabel Ferreira, vereadora da Educação na Câmara Municipal de Guimarães, esta edição marca um momento de reflexão sobre o futuro do festival. “Os eventos culturais devem evoluir. Queremos olhar para o HÚMUS com sentido crítico, perceber o que deve ser acrescentado e o que pode ser reformulado”, afirmou.
Também Juliana Fernandes, diretora da Biblioteca Municipal, destacou a importância de equilibrar programação para o público geral com atividades dedicadas às escolas e às famílias, aproximando novos leitores do universo da literatura.
Assim, o HÚMUS 2026 assume-se como uma edição de passagem, que celebra dez anos de existência e prepara o caminho para a renovação futura do festival. Durante seis dias, Guimarães volta a afirmar-se como um espaço de encontro entre leitores e escritores.





