Mais mortos e feridos graves marcam balanço rodoviário do Ano Novo
O balanço do período de Ano Novo 2025/2026 revela um agravamento significativo da sinistralidade rodoviária em Portugal, com mais vítimas mortais e feridos graves nas estradas, apesar da redução do número total de acidentes.

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Entre 27 de dezembro de 2025 e 4 de janeiro de 2026 registaram-se 2657 acidentes, menos 145 do que no período homólogo, dos quais resultaram 26 mortos, 59 feridos graves e 714 feridos leves. Em comparação com o Ano Novo de 2024/2025, o número de vítimas mortais aumentou 86% e o de feridos graves cresceu 18%, enquanto os feridos leves diminuíram 20% e os acidentes baixaram 6%.
As 26 vítimas mortais perderam a vida em 25 acidentes ocorridos nos distritos de Aveiro e Lisboa, com cinco mortes cada, Braga, com quatro, Coimbra e Porto, com duas cada, e ainda em Beja, Bragança, Faro, Leiria, Santarém, Setúbal, Viseu e na Região Autónoma da Madeira, com um óbito em cada caso. Nos restantes distritos do continente e na Região Autónoma dos Açores não se registaram mortos. Os despistes estiveram na origem de metade dos acidentes mortais, seguindo-se as colisões e os atropelamentos. As vítimas tinham idades compreendidas entre os 20 e os 88 anos, sendo a maioria do sexo masculino, num total de 22 homens e quatro mulheres.
Durante o período festivo, a fiscalização rodoviária foi reforçada, com a GNR e a PSP a controlarem presencialmente 90 688 veículos e condutores. No que diz respeito à velocidade, foram fiscalizados por radar mais de 6,3 milhões de veículos, dos quais cerca de 330 mil pelas forças de segurança e mais de seis milhões através do SINCRO – Sistema Nacional de Controlo de Velocidade, sob responsabilidade da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária.
No balanço alargado da operação, que decorreu entre 18 de dezembro de 2025 e 4 de janeiro de 2026, contabilizaram-se 6083 acidentes, menos 282 do que no período homólogo, dos quais resultaram 38 vítimas mortais, 127 feridos graves e 1643 feridos leves. Em termos comparativos, registou-se um aumento de 31% no número de mortos, uma ligeira redução de 2,3% nos feridos graves, uma descida de 20,1% nos feridos leves e menos 4,4% de acidentes.
As 38 mortes ocorreram em 37 acidentes, sobretudo nos distritos de Aveiro e Lisboa, com sete vítimas cada, Braga, com cinco, Porto, com quatro, Leiria e Santarém, com três cada, além de outros distritos e da Região Autónoma da Madeira. Também neste período os Açores não registaram qualquer vítima mortal. Os despistes continuaram a ser o principal tipo de acidente fatal, responsáveis por 53% das mortes, seguidos das colisões, com 26%, e dos atropelamentos, com 21%. As vítimas tinham entre 20 e 88 anos, sendo 32 homens e seis mulheres.





