MINISTÉRIO DA SAÚDE VAI CRIAR EQUIPA PARA SOLUCIONAR IMPASSE DA SALA DE HEMODINÂMICA

O presidente do município anunciou, esta segunda-feira, ter reunido com Marta Temido. O Ministério da Saúde vai criar uma equipa para alterar o desenho inicial da Rede de Referenciação, estando ainda prevista uma articulação entre o HSOG e o Hospital de Braga.

© Mais Guimarães

A abertura da Unidade de Hemodinâmica do Hospital da Senhora da Oliveira (HSOG) pode estar mais perto de ser concretizada. Domingos Bragança relevou, durante a reunião de câmara desta segunda-feira, que vai ser criada uma equipa de trabalho pelo Ministério da Saúde com o propósito de alterar a Rede de Referenciação (uma vez que a unidade não corresponde ao desenho inicial para esta área), para além de estar prevista uma articulação entre o HSOG e o Hospital de Braga na partilha de recursos.

O presidente da Câmara Municipal de Guimarães disse ter reunido, na passada sexta-feira, com a ministra da Saúde, Marta Temido, que nomeará, “em breve”, uma “equipa técnica de saúde e jurídica para avaliar o funcionamento que se pretende do centro de hemodinâmica”. A partilha de recursos não se circunscreve à cardiologia, estando previsto um alargamento dessa articulação a outras áreas da saúde, uma vez que o Hospital de Braga passou a integrar a esfera pública no ano passado.

Por outro lado, existe ainda algo por resolver: o financiamento do centro. De acordo com o autarca, 30% das verbas alcançadas para a sala de hemodinâmica foram arrecadados através de doações. Assim, o valor restante foi conseguido através de um acordo “que foi anulado”: “Foi um contrato comercial que não respeita a concorrência, e este contrato tem de ser anulado”, explicou. O presidente do município salientou “a abertura” do Ministério da Saúde para solucionar a questão da sala de hemodinâmica. Assim, o Governo assume o valor em falta. “Estando isto resolvido, o que interessa é que tenha desfecho positivo. Para bem da nossa população e de todos os concelhos abrangidos pelo HSOG”, disse ainda.

André Coelho Lima alertou para o facto de existir a possibilidade de os vimaranenses deixarem “de acreditar se perceberem que o produto da sua generosidade” não tem “consequência”: “Se se conseguiu recolha de fundos, deve ser instalado de imediato. Isto deve ser verificado antes das próprias iniciativas.” O vereador do PSD apontou ainda que se deveria ter tratado, em primeiro lugar, da rede de referenciação, para além da “questão financeira” relativa ao contrato que não pode ser validado. O social-democrata disse que esta deve ser uma preocupação a manter para casos futuros — e do presente, como o mamógrafo para o Serviço de Oncologia do hospital. O equipamento permite efetuar exames de diagnóstico por mamografia, na prevenção do cancro da mama, e o seu valor oscila entre os 180 e os 200 mil euros. Um dos pontos patentes da agenda da ordem de trabalhos da reunião de câmara desta segunda-feira, aprovado por unanimidade, diz respeito à atribuição de um subsídio de quase 20 mil euros ao Lions Clube de Guimarães, que apresentou um pedido de apoio à CMG em dezembro, “no âmbito da organização” do “Guimarães de Mãos Dadas”.

Relembre-se que o Laboratório de Hemodinâmica do HSOG pode ser usado por outras especialidades, como a cirurgia vascular, a neurorradiologia ou a radiologia de intervenção. Liberta ainda uma sala do bloco operatório central, já que as áreas da arritmologia, pacing e eletrofisiologia” passariam para a Unidade de Diagnóstico e Intervenção Cardiovascular.

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