“Não foi o dedo do treinador, foi uma vitória de toda a gente”
"A alma, a coragem e a organização" estiveram na base do triunfo do Vitória, que garantiu um lugar inédito na final da Taça da Liga, ao vencer o Sporting de Rui Borges.

© VSC
No final do encontro, o treinador dos conquistadores, Luís Pinto, destacou a atitude competitiva da equipa como o principal fator para o sucesso frente a um adversário de elevada qualidade.
“O segredo esteve na forma como sempre quisemos disputar o jogo, com coragem. Sabíamos que isso era fundamental para conseguir um resultado positivo contra um adversário com esta capacidade”, afirmou. O técnico sublinhou ainda a consistência exibicional ao longo dos 90 minutos: “Desde o primeiro ao último minuto conseguimos isso. Na segunda parte até sentimos que estivemos mais altos no campo e já não tivemos de correr tantas vezes para trás como na primeira. Para além da organização, a alma vitoriana esteve presente, e isso deixa-nos muito felizes”.
Em relação ao duelo disputado há cerca de duas semanas, o treinador explicou que a estratégia passou por uma pressão mais eficaz na primeira fase de construção do Sporting. “Há 15 dias também tentámos condicionar essa saída, mas hoje fomos mais agressivos e mais corajosos, sobretudo nos primeiros 20 minutos”, referiu, acrescentando que os sinais positivos desse encontro anterior alimentaram a confiança da equipa. “Acreditávamos que podíamos alcançar este resultado e felizmente conseguimos comprová-lo”.
A qualificação para a final da Taça da Liga representa um “marco histórico para o clube”, algo que o treinador não escondeu. “É marcante e é bom porque é a primeira vez que o clube chega à final. Agora que lá estamos, queremos vencer. É o próximo jogo e queremos acrescentar esse novo capítulo à história do clube”, afirmou. O técnico aproveitou ainda para realçar o crescimento do grupo: “Esta equipa tem muita qualidade, mas por vezes a crença dos jogadores em si próprios ainda pode ser maior. Isso faz parte do processo de maturação e hoje permitiu-nos fazer uma exibição muito interessante e alcançar o resultado que pretendíamos”.
Questionado sobre o impacto das opções técnicas, nomeadamente o lançamento de Ndoye, o treinador recusou assumir protagonismo individual. “Foi uma vitória de toda a gente: de quem prepara o jogo, de quem começa, de quem entra e ajuda a terminá-lo. Não tem nada a ver com o dedo do treinador”, sublinhou.
Já a pensar na final, marcada para sábado, frente ao vencedor da partida entre o Braga e o Benfica, o técnico afastou qualquer preferência por adversários e deixou clara a ambição da equipa. “Sabemos que será sempre um jogo muito desafiante e diferente do de hoje. O importante era estarmos presentes e já conseguimos isso. Agora vamos preparar a final para, no fim, tentar conquistar o troféu”.





